Os Jovens e a Leitura: relação de amor ou ódio? / Por Roberta Ayres Torres - UNICID (SP)
Os Jovens e a Leitura: relação de amor ou ódio? / Por Roberta Ayres Torres - UNICID (SP)
Atualizado em 05/09/2005 às 12:09, por
Roberta Ayres Torres e estudante de jornalismo da Universidade Cidade de São Paulo (SP).
Por Na sociedade atual, o incentivo à leitura é precário. Os jovens de hoje desprezam o ato de ler sob uma ótica estereotipada em que o corpo e a moda são mais importantes do que o conhecimento contido em um livro ou a visão crítica do mundo que adquiriram através da leitura de jornais. Com o incessante avanço da tecnologia, obras literárias de autores consagrados tornam-se produções cinematográficas com apenas alguns milhões, fazendo com que os livros cedam seu lugar, definitivamente, ao comodismo da poltrona confortável do cinema.
Gerações de décadas passadas eram sedentas por leitura, contudo, apesar do interesse, muitas delas não possuíam condições financeiras de adquirirem conhecimento através dos livros. Antigamente, tinha-se mais filhos, poucos estudavam devido ao fato de que todos deveriam trabalhar para assegurar o sustento da família. O que ocorre com a geração atual é justamente o contrário: os jovens de hoje concentram grande poder financeiro em suas carteiras, porém, usufruem deste privilégio consumindo somente aquilo que está na moda. Adquirem roupas de marcas e celulares com funções "multi-supérfluas" em vez de investirem em sua cultura de "multi-conhecimento". Ignoram as boas obras literárias, considerando-as "ultrapassadas". Freqüentam academias em busca do corpo que não lhes pertence, ao invés de visitarem uma biblioteca e exercitar seus neurônios. Nada mais justo do que fazer seu cérebro "puxar ferro" também.
Outro fator que contribui consideravelmente para o declínio do hábito da leitura é o contínuo desenvolvimento tecnológico. Inúmeros livros consagrados dão lugar às telas de cinema para alcançarem maior prestígio. Grande parte das pessoas opta por assistir a produção cinematográfica devido a esta ser assimilada mais facilmente e custar mais barato que a obra original. Entretanto, se o filme o agrada, nada mais saudável do que adquirir a obra literária original para adentrar de vez na história, afinal, as produções cinematográficas resumem consideravelmente a obra na qual se basearam. Outro argumento utilizado por estas mesmas pessoas é a falta de tempo para ler uma obra literária na íntegra. Contudo, elas entram em contradição: a duração média de um filme hollywoodiano é de duas horas. Agora proponho: que atire a primeira pedra quem não tem duas horas livres para ler Eça de Queiroz ou Machado de Assis. Ora, desligue a televisão, o rádio, deixe a balada para a semana que vem e vá ler um livro.
É de extrema importância enfatizar que a arte da leitura é fundamental para o conhecimento. A leitura de um simples jornal diário nos faz questionar sobre o que acontece ao nosso redor, tornando-nos cidadão mais críticos e conscientes. A literatura universal é extremamente capaz no que diz respeito ao ensino de lições através de suas palavras e frases, que podem ser transmitidas às gerações futuras. Ler uma obra agradável é a alavanca para mergulhar de cabeça no incrível mundo dos livros.
Gerações de décadas passadas eram sedentas por leitura, contudo, apesar do interesse, muitas delas não possuíam condições financeiras de adquirirem conhecimento através dos livros. Antigamente, tinha-se mais filhos, poucos estudavam devido ao fato de que todos deveriam trabalhar para assegurar o sustento da família. O que ocorre com a geração atual é justamente o contrário: os jovens de hoje concentram grande poder financeiro em suas carteiras, porém, usufruem deste privilégio consumindo somente aquilo que está na moda. Adquirem roupas de marcas e celulares com funções "multi-supérfluas" em vez de investirem em sua cultura de "multi-conhecimento". Ignoram as boas obras literárias, considerando-as "ultrapassadas". Freqüentam academias em busca do corpo que não lhes pertence, ao invés de visitarem uma biblioteca e exercitar seus neurônios. Nada mais justo do que fazer seu cérebro "puxar ferro" também.
Outro fator que contribui consideravelmente para o declínio do hábito da leitura é o contínuo desenvolvimento tecnológico. Inúmeros livros consagrados dão lugar às telas de cinema para alcançarem maior prestígio. Grande parte das pessoas opta por assistir a produção cinematográfica devido a esta ser assimilada mais facilmente e custar mais barato que a obra original. Entretanto, se o filme o agrada, nada mais saudável do que adquirir a obra literária original para adentrar de vez na história, afinal, as produções cinematográficas resumem consideravelmente a obra na qual se basearam. Outro argumento utilizado por estas mesmas pessoas é a falta de tempo para ler uma obra literária na íntegra. Contudo, elas entram em contradição: a duração média de um filme hollywoodiano é de duas horas. Agora proponho: que atire a primeira pedra quem não tem duas horas livres para ler Eça de Queiroz ou Machado de Assis. Ora, desligue a televisão, o rádio, deixe a balada para a semana que vem e vá ler um livro.
É de extrema importância enfatizar que a arte da leitura é fundamental para o conhecimento. A leitura de um simples jornal diário nos faz questionar sobre o que acontece ao nosso redor, tornando-nos cidadão mais críticos e conscientes. A literatura universal é extremamente capaz no que diz respeito ao ensino de lições através de suas palavras e frases, que podem ser transmitidas às gerações futuras. Ler uma obra agradável é a alavanca para mergulhar de cabeça no incrível mundo dos livros.






