Os Homens e seus valores de hoje. Mas afinal quais são mesmo? / Por Amaro Junior - UniNilton Lins (AM)

Os Homens e seus valores de hoje. Mas afinal quais são mesmo? / Por Amaro Junior - UniNilton Lins (AM)

Atualizado em 06/07/2005 às 12:07, por Amaro Junior e  estudante de jornalismo da Universidade Nilton Lins (Manaus/AM).

Por O que está acontecendo com os homens no séc. XXI para não respeitarem mais algumas regras, leis, costumes, tradições e principalmente sentirem um pouco de vergonha na cara, quando ocupam cargos públicos, realizam negócios ou fingem fiscalizar o patrimônio público?

Há quarenta anos, meus avós, os seus avós só precisavam dar uma palavra quando faziam algum tipo de negócio e pronto. Estava tudo certo. Todos os pontos e detalhes que haviam sido acertados ali, seriam cumpridos, tim tim, por tim tim. Nenhuma das partes faltaria com a palavra. Você podia ir embora para casa e dar o negócio como realizado. Não se precisava de papeis, promissórias, recibos ou qualquer outro tipo de documento. Um dos maiores bens que se tinha, era a palavra.

Passado o tempo, vemos que as coisas não são mais as mesmas - está certo que tudo muda na vida, mas precisava ser pra pior? Hoje depois de pouco tempo passado - afinal quarenta anos não é lá um passado distante, tudo é muito diferente. A palavra não vale mais nada.

Documentos são alterados em qualquer lugar por qualquer trocado. Você
pensa em arranjar uma carteira de trabalho com informações falsas para enganar a previdência. Pronto, em alguns minutos tudo se consegue. Basta procurar as pessoas erradas nos lugares errados com alguns trocados, e seu lado mau caráter estará satisfeito.

Resolve tirar a carteira de motorista. Isso não é problema. Procure um funcionário do Departamento Estadual de Trânsito que está insatisfeito com a migalha de salário que recebe por mês e você só terá que esperar a data marcada para ir buscar sua habilitação.

É meus amigos, o mundo mudou muito. A Lei de Gerson - aquela que nos ensinou a levar vantagem em tudo, permanece mais viva do que nunca no ceio da pátria amada Brasil.

Vamos dar uma volta pelas categorias profissionais que tanto tramam contra a República. Comecemos pelos advogados que são os homens da lei. São eles que lutam pelo que é justo e nos representam perante os Tribunais. Esta categoria parece que se encontra a todo instante metida em "problemas", que não fazem parte do conteúdo programático ensinado nas faculdades de Direito.

Para ilustrar o que estamos falando, vamos dar como exemplo a história de um advogado que alguns anos atrás, foi pego em flagrante levando aparelhos de telefone celular para traficantes de uma facção criminosa. Outra bela história, envolvendo esses profissionais, foi descoberta quando um grande traficante dos morros cariocas contratou nada mais nada menos que nove advogados para defende-lo. Investiga-se daqui, procura-se dali e pronto, um advogado realmente o defendia, os outros trabalhavam como pombo correio, ou seja, levavam e traziam recados para os outros traficantes que continuavam trabalhando do lado de fora.

Está bem, está bem, vou contar outras histórias de profissionais que pertencem a área médica. Recentemente foi descoberto no sul do país, uma gangue de médicos que fraudava cirurgias com próteses em pacientes que necessitavam deste tipo de aparelho. O preço cobrado pela colocação da prótese, um absurdo de caro. O material usado pelos "médicos" era de quinta categoria.

Não vou me prolongar muito com essas histórias. Mas por favor, me deixem falar um pouco sobre a nossa classe política. Ah! Esses merecem toneladas de comentários, principalmente pelos favores que vêm fazendo à República da banana.

Como se não bastasse temos como nossos representantes Collors, Hidelbrandos Pascoais, Pcs Farias, Malufs, agora arranjamos Josés Dirceus, Delúbios, Janenes e a fina flor da política brasileira, Josés Jonoinos. Escrevo os nomes próprios no plural, porque esses "artistas" se multiplicam que nem preá. Isso mesmo, aquele bichinho que acho ser parente do coelho que só pensa "naquilo".

A cara de pau desses "senhores" quando vêm à mídia esclarecer suas trapalhadas, é tão grande, que chego a pensar que sou besta. É isso mesmo, burro, leso, babaca e outros adjetivos que não tenho espaço para escrevê-los. Oh! Meus caros coleguinhas eleitores, vamos ter um pouco mais de sensibilidade ao votarmos no próximo ano. Verifique se os candidatos de seu Estado são homens de palavra, investigue se o passado dele se parece um pouco com o dos nossos avós. Eu sei que tudo mudou, mas o bom caráter deve ser eterno em um homem. Sua honra não pode ser jogada no lixo como se fosse uma casca de banana. A postura desse candidato tem que ser o mais transparente possível. Se for um empresário bem sucedido, veja a origem de sua fortuna. Se for um alpinista social, cuidado por que chegando ao topo, ele não olhará para baixo nunca.Se for médico, se informe sobre sua conduta profissional. Se for advogado, procure saber o que ele tanto faz nas penitenciárias, indo e vindo. De repente, pode ser um pombo correio. E se for jornalista? Cuidado, conheço um em meu Estado que logo após se eleger vereador, disse que a Câmara Municipal não funcionava porque os jornalistas eram uns "urubus". Isso mesmo, nos chamou de urubus. Meu Deus, quanta honra para nossa profissão, ter como "coleguinha" um jornalista dessa categoria.
Terminando pergunto. E se for policial? Não importa aí se da PM, ou da Policia Civil. Esses eu deixo vocês tirarem suas próprias conclusões. Certo?