Os eventos organizados por Maurício Coutinho e os projetos musicais de Dago Donato
Entre clichês e shoppings Aos 15 anos, Maurício Coutinho entrou no Diário Popular, em São Paulo (SP). Desde garoto queria ser jornalista.
Atualizado em 06/01/2014 às 16:01, por
Redação Portal IMPRENSA.
Aos 15 anos, Maurício Coutinho entrou no Diário Popular, em São Paulo (SP). Desde garoto queria ser jornalista. Mas começou como entregador de clichês, antecessores dos fotolitos. Na empresa, fez como no filme “Central do Brasil”: escrevia cartas pelos funcionários. E caprichava. “Eu me baseava em Clarice Lispector para escrever as de uma faxineira.” Acabou conseguindo vaga como secretário do diretor de publicidade do jornal.
Crédito:Divulgação Coutinho tem passagens pelo Diário Popular, Estado de Minas, Zero Hora, entre outros A partir daí, fez amizade com jornalistas como Samuel Wainer e Audálio Dantas, além de articulistas do Diário. Em 1975, começou a ser convidado para ver filmes ou visitar bares e escrever notas a respeito. Dois anos depois, aos 18 de idade, publicava semanalmente. Saiu do Diário em 1982, quando conheceu a esposa e montaram a própria empresa de eventos. Entre os 32 anos nesta nova fase, destaca torneios de esculturas de areia que organizava por todo o litoral paulista até Paraty (RJ), ao longo de sessenta dias. O evento se repetiu por cinco anos, desde cerca de 1985.
Mesmo nas últimas décadas, o “Jornalista Maurício Coutinho”, como se identifica no Facebook, seguiu honrando o título. “Escrevi para mais de quinze veículos: Correio Popular do Paraná, Diário de Pernambuco, Jornal de Brasília, Estado de Minas, Zero Hora, Gazeta do Povo de Curitiba, A Crítica de Manaus, entre outros.” Hoje, além de escrever três livros ao mesmo tempo, atende vários shoppings e prefeituras da região da Grande São Paulo.
Empresário da noite
Seu propósito sempre foi muito claro: trabalhar com música – e seu currículo como jornalista deixa isso evidente. O paulistano Dago Donato inclui passagens pela extinta Somlivre.com, revista Rolling Stone , Folha de S.Paulo , apresentou os programas “TramaVirtual” (Multishow) e “Radiola” (TV Cultura) e, por oito anos, atuou na Trama (UOL), onde foi editor-chefe da TramaVirtual.
Crédito:Ananda Deckij
Dago é dono da casa noturna Neu Club “Acho que a profissão, principalmente no ramo musical, foi um sonho de adolescente. Eu lia a revista Bizz e a Folha e queria escrever sobre música pra essas publicações. Via o Fabio Massari na MTV apresentando programas em diferentes festivais do mundo e dizia: ‘É isso que eu quero pra mim’.” Na época em que trabalhava na Trama, começou a produzir festas e a “discotecar”. “Era mais pelo amor de fazer isso do que pela grana. Muitas vezes ia trabalhar ‘virado’”. Então eu e o Guilherme Barrella, meu parceiro nessas festas, começamos a pensar em abrir o nosso lugar. Cinco anos atrás tomamos coragem e inauguramos o Neu Club.”
Hospedado em uma antiga residência no bairro da Água Branca (São Paulo), o set list da balada transita por rock, música brasileira, dub, cumbia, black music e eletrônico. Atualmente, Dago gosta de dizer que trabalha com música. Além de sócio da Neu, é DJ, empresário de bandas, faz freelas e curadoria sobre música, cria projetos e, quando dá vontade, volta a ser jornalista.





