Os 40 anos da DPZ
Os 40 anos da DPZ
Na próxima semana, 1º de julho, a DPZ comemora oficialmente 40 anos de atividades, data referencial do registro já que operava desde maio de 1978, ainda nas dependências do Estúdio Metro 3 que a precedeu. Mas o que é DPZ ? Para quem não sabe, uma agência de publicidade, a mais premiada da propaganda brasileira no século XX, as suas iniciais identificam os seus proprietários : O D de Roberto Duailibi (ex-presidente da ABAP e uma das maiores lideranças no plano institucional e de negócios da propaganda), o P de Francesc Petit, notável ilustrador, artista gráfico e diretor de arte Catalã, residente no Brasil desde a década de 50 e o Z de José Zaragoza, também artista Catalã, diretor de arte e exímio fotógrafo.
E o que significa a DPZ para a propaganda brasileira? Deixo a avaliação aos leitores. Apenas vou pontuar algumas de suas realizações, mas antes descrever a mística da marca, a agência, então, tida como um estilo brasileiro dos modelos DDB de Nova York, Collect Dikinson de Londres, Delacroix de Paris ou MMLB de Barcelona. Ou seja: Atributos de modernidade, vanguarda, ousadia criativa, quebra de paradigmas e bom humor.
As estrelas
Quando Washington Olivetto ingressou na propaganda tinha a DPZ como referência e também como objetivo. Um dia, após apresentar o seu portfólio ao Roberto Duailibi, era contratado para fazer dupla com Francesc Petit; permaneceria na agência por mais de uma década até se associar aos suíços da GGK e romper formalmente relações com os seus ex-patrões que não lhe perdoaram as circunstâncias do segredo (de sua saída) a sete chaves, revelado pela imprensa.
Mas, Olivetto não foi a única estrela a brilhar e contribuir na construção da mística da agência. Além dele impulsionaram suas carreiras de grandes criativos dentro da DPZ, Nizan Guanaes, hoje presidente do grupo ABC de Comunicação com mais de 12 empresas associadas, incluídas as agências África, DM9 e MPM; Marcello Serpa, hoje Presidente da Almap/BBDO; Neil Ferreira que já chegou estrela na agência, mas nela construiu seu mais vistoso currículo. Profissionais também como Helga Miethke, Camila Franco, Hector Tortolano, Gabriel Zellmeister, Paulo Ghirotti, dentre outros criativos de renome.
As campanhas
Profissionais à parte, o Garoto BomBril (78) tal vez seja a maior vitrine da agência, o personagem incorporado à comunicação do produto durante três décadas, uma delas dentro da DPZ. Outras criações podem ser arroladas na galeria de personagens ou ícones construídos pela agência. O frango veloz da Sadia, por exemplo, um dos mais antigos mascotes em animação do país, hoje com recursos de 3D, no passado folha a folha, desenhadas na prancheta. Um outro personagem marcante na história da agência é o baixinho da Kaiser, o ator descoberto em meados da década de 80, então um motorista que acompanhava as gravações da produtora. O baixinho do bigode foi uma referência do produto durante décadas, ainda hoje, de volta à mídia, após a revitalização da marca.
Claro, não poderia esquecer nesta galeria o personagem símbolo do fisco brasileiro que no primeiro trimestre de cada ano ressurge ameaçador: o Leão do Imposto de Renda que nasceu da prancheta da DPZ e hoje, mais de vinte anos transcorridos, é o ícone da voracidade da Receita Federal.






