Orkut invade as redações
Orkut invade as redações
Freelas, assessores de imprensa, desempregados em busca de trabalho, empregados em busca de funcionários, intercâmbio de pautas, fontes, redações. O jornalismo descobriu o Orkut, comunidade virtual que se transformou em febre mundial, como ferramenta de trabalho.
Se você ainda não faz parte, pelo menos já deve ter ouvido falar do Orkut. Depois do Google, e-groups e dos blogs, essa é a nova sensação da Internet. Para os leigos, Orkut é uma comunidade virtual onde os internautas
montam uma rede de amigos e participam de comunidades temáticas de discussão. Todo orkuteiro tem uma página pública no site www.orkut.com.Neste espaço estão, além de uma série de informações pessoais, um cardápio de amigos. Sendo assim, todos os amigos e amigos dos amigos tem acesso a sua página e podem convida-lo. Além dessa rede social, o Orkut permite aos associados que montem ou se associem a comunidades temáticas. Trocando em miúdos: todas as listas de discussão do mundo estão ao alcance de um clique do mouse.
Os jornalistas, é claro, logo descobriram mil e uma maneiras de usar essa ferramenta. Tanto é que já existem milhares de comunidades dirigidas para coleguinhas: freelas, assessores, redações, pautas, fontes, repórteres, funcionários de revistas e jornais. "Orkut é um canal precioso para quem trabalha com comunicação. Através dele é possível encontrar fontes, procurar freelas, debater o jornalismo e promover veículos de comunicação", afirma o estudante Márcio Taquaral, editor do jornal Ventilador, que circula no movimento estudantil e, é claro, já está devidamente orkutado. "Antes de lançar uma nova edição, entramos no Orkut para aquecer as pautas e preparar o terreno", conclui.
Alexandre Fontoura, repórter do Jornal do Brasil, é outro que utiliza o Orkut para trabalhar. Ele é o fundador de três comunidades virtuais das mais badaladas: Jornalismo on-line, Jornal do Brasil o Observatório da Imprensa. "Quem mais procura essas comunidades são estudantes e pessoas que se oferecem para trabalhar de forma voluntária. Poderíamos até criar uma comunidade chamada Voluntários do Orkut", brinca. A redação de IMPRENSA navegou pelas comunidades e levantou quais os grupos de discussão orkúticos mais povoados do jornalismo.
Freelas: Para quem está procurando trabalho e para quem trabalha e precisa de ajuda.
Membros: 1645
Jornalistas e assessores: Para descrever relações nem sempre pacíficas entre jornalistas e assessores.
Membros: 1500
Assessoria de imprensa: Troca de experiências, desabafos e dicas para assessores de imprensa.
Membros: 1041
Jornalismo Cultural: Comunidade para repórteres e editores que escrevem ou se interessam sobre o assunto.
Membros; 973
Pauta Delivery: Indicado para jornalistas que procuram fontes e personagens para suas pautas.
Membros: 654
Jornalismo Político: Para estudantes, profissionais e simpatizantes do jornalismo político.
Membros: 368
Deserdados do N.P: Para ex- funcionários e quem mais sentir falta do falecido Noticias Populares.
Membros: 40
Jornal do Brasil: Criado para os funcionários do jornal responsável pelo primeiro site de um diário na Internet.
Membros: 123






