Órgãos europeus de proteção de dados investigarão alcance da espionagem dos EUA

Órgãos europeus de proteção de dados decidiram investigar o alcance que o programa de vigilância norte-americano tem na Europa. Os órgãos também solicitaram o apoio da Comissão Europeia, encarregada das liberdades na internet e estão decididos a "avaliar o impacto exato do programa PRISM sobre a privacidade dos cidadãos europeus".

Atualizado em 19/08/2013 às 15:08, por Redação Portal IMPRENSA.


De acordo com a AFP, o Prism é o programa de vigilância dos Estados Unidos capaz de monitorar dados de civis no mundo todo em sites como o Facebook e o Twitter. Sua existência foi revelada pelo ex-agente da NSA (Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos), Edward Snowden, que está exilado na Rússia desde 1º de agosto.
Os órgãos acreditam os dados dos cidadãos europeus coletados são transferidos e utilizados nos Estados Unidos de forma secreta, sem que a Europa tenha meios de se defender na Justiça. O G29, grupo composto por um representante da autoridade de proteção de dados de cada Estado membro da UE, "considera que lhe incumbe avaliar o impacto exato do programa PRISM na proteção da vida privada e dos dados dos cidadãos europeus".