Órgão vinculado à AGU entra na Justiça contra perfil no Twitter que veicula desinformação sobre vacinas
Vinculada à Advocacia-Geral da União (AGU) e criada pelo governo Lula para combater a disseminação de desinformação, a Procuradoria Nacionalda União de Defesa da Democracia ingressou com uma ação na Justiça solicitando que o Twitter tire do ar publicações feitas por um perfil anônimo dedicado a contestar a eficácia de vacinas e a vincular campanhas de vacinação a riscos à saúde da população.
Atualizado em 28/06/2023 às 15:06, por
Redação Portal IMPRENSA.
Segundo a AGU, essa é a primeira de um conjunto de iniciativas para preservar a integridade da política pública de vacinação. Ainda de acordo com o órgão, as postagens que motivaram a ação reunem um "conjunto de teorias da conspiração, que cria narrativa causadora de pânico e medo nas pessoas, visando desestimular a vacinação de uma maneira geral". Crédito: Daniel Esevao/AGU Jorge Messias, advogado-geral da União: mentira deliberada mata pessoas e Estado não pode omitir-se Uma das postagens afirma que a ‘humanidade será dizimada por uma nova epidemia, que terá início quando sinais de 5G ativarem agentes patogênicos supostamente inseridos em imunizantes’.
Dados cadastrais
A ação também pede que o Twitter abra o sigiglo dos dados cadastrais do perfil, de modo a identificar seu responsável.
A Procuradoria não divulgou o nome nem outros dados públicos do perfil. Mas informou que a conta é apresentada no Twitter como sendo de um cientista.
Outro pedido do órgão é que o Twitter informe se a conta é monetizada e, em caso positivo, revele o valor recebido com a publicação de desinformação sobre vacinas. A ideia do órgão é pedir na Justiça a restituição do dinheiro.
Alegando risco de arbitrariedades e censura, políticos de oposição têm criticado o trabalho da Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia.
Em resposta, o advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou que "mentira deliberada mata pessoas” e que o Estado não pode omitir-se diante de fatos "que prejudicam o direito dos cidadãos de terem a informação correta para tomada de decisões".





