Órgão de rebeldes moderados promete prevenir sequestros de jornalistas na Síria

Líderes rebeldes sírios disseram que vão fazer o possível para proteger os jornalistas sequestrados no país, mas alertaram que foram prejudicados por lutas internas depois que as organizações internacionais de notícias reclamaram que os atos estavam impedindo a cobertura da mídia sobre a guerra civil.

Atualizado em 16/12/2013 às 11:12, por Redação Portal IMPRENSA.



Crédito:Reprodução Os jornalistas espanhóis Javier Espinosa (esquerda) e Ricardo García (direita) estão em poder de rebeldes sírios
Segundo a Reuters, em uma carta divulgada no último fim de semana, o Conselho Militar Supremo (SMC), que está a cargo do rebelde Exército Sírio Livre (FSA), disse que vai buscar libertar todos os jornalistas que foram raptados. Pelo menos 30 profissionais foram detidos, segundo estimaram organizações de mídia.

O SMC é o principal órgão que representa os combatentes rebeldes moderados, mas não tem influência sobre os grupos extremistas suspeitos de realizar sequestros. "Nós reiteramos que a FSA, junto com todas as suas unidades e brigadas, fará o possível para proteger e apoiar os jornalistas a fim de que possa cumprir o seu trabalho vital", informou a carta.

Na última quarta-feira (11/12), editores de 13 companhias de mídia solicitaram aos líderes rebeldes que parem de sequestrar jornalistas. Os atos são comuns em áreas do norte, que são controladas pelos rebeldes ao redor de Aleppo, Idlib e Raqqa. O Comitê para a Proteção dos Jornalistas registrou pelo menos sete sequestros nos últimos dois meses.

O SMC disse que vai tentar garantir que a carta seja enviada para "todos os comandantes de unidades e brigadas que operam dentro da Síria, que compartilham dos valores da liberdade, da justiça e da democracia".