Organizações pedem que ONU condene ataques feitos à imprensa no Brasil

Mais de 70 organizações brasileiras, através do Conectas Direitos Humanos, fizeram uma declaração conjunta pedindo atenção do Conselho de Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre a situação de direitos humanos no Brasil.

Atualizado em 11/03/2020 às 13:03, por Redação Portal IMPRENSA.

Um dos destaques da declaração foram os ataques públicos contra jornalistas, em especial mulheres.

Crédito:Su Jinquan O pronunciamento foi lido, na tarde de terça-feira (10/3), durante a 43ª sessão do conselho, em Genebra.

“A escalada dos ataques do presidente Bolsonaro contra jornalistas, sobretudo mulheres, foi denunciada contundentemente na ONU. Pedimos que a comunidade internacional se posicione em favor da liberdade de imprensa e em defesa do direito à informação de interesse público no Brasil”, afirmou Camila Asano, coordenadora de programas da Conectas Direitos Humanos.

Entre os recentes episódios, as organizações destacaram as violações constantes dirigidas a mulheres jornalistas, como o linchamento virtual da repórter da Folha de S.Paulo Patricia Campos Mello.

“Ofensas machistas e misóginas, com a clara intenção de prejudicar a credibilidade e intimidar mulheres jornalistas, estão se tornando comuns e sendo feitas por autoridades governamentais, incluindo o próprio presidente da República”, diz um trecho do documento.

Entre as organizações que assinaram o manifesto estão a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Conectas Direitos Humanos, o Instituto Vladimir Herzog e a Abraji (Associação Brasileira de Jornalistas Investigativos).