Organizações jornalísticas mostram que governo dos EUA mentiu sobre o Iraque
Organizações jornalísticas mostram que governo dos EUA mentiu sobre o Iraque
Um estudo formulado por duas organizações jornalísticas sem fins lucrativos concluiu que o presidente George W. Bush, junto de várias autoridades do alto escalão do governo americano, divulgou centenas de declarações falsas sobre a ameaça do Iraque em relação à segurança dos EUA depois dos atentados de 11/9.
O levantamento afirma que o governo norte-americano, além de ter elaborado um plano meticuloso na intenção de mobilizar a opinião pública, "empurrou o país para uma guerra com decididas falsas pretensões".
O trabalho das organizações reuniu 935 declarações falsas divulgadas durante dois anos, provenientes de pronunciamentos, relatórios, entrevistas e outros meios. De acordo com uma das instituições, estas informações foram reunidas em um banco de dados partir dos eventos de 11/9. O resultado dessa análise foi publicado no site do Centro da Integridade Pública, que trabalhou em parceria com o Fundo para a Independência do Jornalismo.
A análise explicitou que Bush e membros de seu governo mentiram deliberadamente sobre as suspeitas de que o Iraque, à época governado pelo ditador Sadam Hussein, produzia ou possuía armas destruição em massa. "Agora é incontestável que o Iraque não possui armas destruição em massa", afirmou Charles Lewis e Mark Reading-Smith, do Fundo de Independência do Jornalismo.
"Em outras palavras, o governo Bush levou a nação à guerra baseado em informações equivocadas propagadas metodicamente e que culminaram em uma operação militar contra o Iraque em 2003", acrescentou o relatório.
No estudo é possível encontrar nomes de autoridades americanas envolvidas nas mentiras, como o vice-presidente Dick Cheney. Outro nome conhecido do governo Bush é o de Condoleezza Rice (secretária de estado), além de Collin Powel, Donald Humesfeld, entre outros.
"O efetivo cumulativo das pesquisas foi massiva", declaram os autores na apresentação do estudo. Segundo aponta o trabalho, a mídia reconheceu que durante os meses anteriores à guerra adotou uma atitude condescendente e não fez críticas em relação ao governo.
De acordo com informações da Folha Online, o porta-voz da Casa Branca, Scott Stanzel, afirmou que não comentará o relatório, pois não teve acesso a ele.
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