Organizações enviam carta a Dilma para criticar acordo do governo federal com Facebook
A Proteste, organização de defesa do consumidor, e outras 33 entidades civis enviaram na última quinta-feira (23/04) uma carta à presidente Dilma Rousseff com críticas sobre a negociação do projeto "Internet.
Atualizado em 24/04/2015 às 15:04, por
Redação Portal IMPRENSA.
do consumidor, e outras 33 entidades civis enviaram na última quinta-feira (23/04) uma carta à presidente Dilma Rousseff com críticas sobre a negociação do projeto "Internet.org", entre o governo federal e o .
Crédito:Roberto Stuckert Filho/Presidência da República Organizações dizem que acordo com Facebook viola o Marco Civil da Internet
De acordo com a Reuters, a principal crítica dos manifestantes é de que o projeto, que já foi implementado em países da América Latina, África e Ásia e que visa o acesso gratuito a serviços da rede social, violaria alguns regulamentos do Marco Civil da Internet, como a privacidade, a liberdade de expressão e a neutralidade da rede.
"Ao prometer 'acesso gratuito e exclusivo' a aplicativos e serviços, o Facebook está na verdade limitando o acesso aos demais serviços existentes na rede e oferecendo aos usuários de baixa renda acesso a apenas uma parte da internet", afirma a organização no comunicado enviado à presidente.
Além disso, a "Proteste" defende que, a longo prazo, medidas como essa podem restringir a liberdade do usuário. "O projeto Internet.org fere a livre concorrência e a liberdade no fluxo de informações".
Crédito:Roberto Stuckert Filho/Presidência da República Organizações dizem que acordo com Facebook viola o Marco Civil da Internet
De acordo com a Reuters, a principal crítica dos manifestantes é de que o projeto, que já foi implementado em países da América Latina, África e Ásia e que visa o acesso gratuito a serviços da rede social, violaria alguns regulamentos do Marco Civil da Internet, como a privacidade, a liberdade de expressão e a neutralidade da rede.
"Ao prometer 'acesso gratuito e exclusivo' a aplicativos e serviços, o Facebook está na verdade limitando o acesso aos demais serviços existentes na rede e oferecendo aos usuários de baixa renda acesso a apenas uma parte da internet", afirma a organização no comunicado enviado à presidente.
Além disso, a "Proteste" defende que, a longo prazo, medidas como essa podem restringir a liberdade do usuário. "O projeto Internet.org fere a livre concorrência e a liberdade no fluxo de informações".
Em nota, Marck Zuckerberg, presidente-executivo da companhia, ressaltou que a intenção do projeto é possibilitar o uso da internet a usuários que não tem condições de pagar pelo serviço. "Para dar acesso à internet a mais pessoas, é útil oferecer alguns serviços gratuitos. Queremos que muitos provedores de internet se juntem ao projeto para que a maior quantidade possível de pessoas possa estar conectada".





