Organizações de Direitos Humanos denunciam julgamento de jornalistas no Egito
Na última quinta-feira (30/1), organizações de defesa dos Direitos Humanos denunciaram o julgamento dos 20 jornalistas do canal Al-Jazeera, acusados de divulgarem notícias "falsas" para servir aos interesses da Irmandade Muçulmana.
Atualizado em 31/01/2014 às 10:01, por
Redação Portal IMPRENSA.
Crédito:Divulgação Jornalistas da emissora são acusados de ajudar a Irmandade Muçulmana
Segundo a AFP, a emissora com sede no Catar, país que condena a destituição e prisão do presidente islâmico Mohamed Mursi, denunciou as "acusações tolas e sem fundamentos" contra seus funcionários.
A Anistia Internacional lamentou a violação da liberdade de imprensa e ressaltou que, em um momento que o Egito está dividido entre partidários do novo governo e os da Irmandade Muçulmana, a única versão aceitável dos fatos é a permitida pelas autoridades.
A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) considera que "esta atitude só reforça as divergências na sociedade civil egípcia". Na semana passada, três jornalistas do canal público alemão ARD foram atacados nas ruas aos gritos de "traidores" e "capangas da Irmandade Muçulmana".
Na última quarta-feira (29/1), o Ministério Público do país anunciou que 16 repórteres egípcios serão julgados por pertencerem a uma "organização terrorista" e quatro estrangeiros responderão por colaboração com os egípcios ao terem fornecido dinheiro, equipamentos, informações, além de difundir falsas notícias ao divulgar informações de que o país estava em guerra civil.
Logo após a destituição do presidente Mohamed Mursi pelo Exército, no dia 3 de julho, as autoridades iniciaram uma forte repressão contra seus seguidores. Diversos canais foram retirados do ar, incluindo o da Irmandade Muçulmana. Dois meses depois, a justiça determinou o fechamento definitivo da filial egípcia da Al-Jazeera.





