Organização europeia de direitos humanos repreende Turquia por bloqueios ao Youtube

Organização europeia de direitos humanos repreende Turquia por bloqueios ao Youtube

Atualizado em 23/06/2010 às 16:06, por Redação Portal IMPRENSA.

A Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), principal órgão de defesa dos direitos humanos na Europa, pediu ao governo da Turquia, na última terça-feira (22), que pare de bloquear o acesso ao site Youtube e a outros milhares banidos pela lei que regulamente a Internet no país.

Segundo a organização, a lei turca, de 2007, sofreu modificações para barrar mais de cinco mil sites e ameaça a liberdade de expressão e causa danos ao direito à informação.

"Eu peço às autoridades da Turquia que revoguem o bloqueio que previne os cidadãos de fazerem parte da atual sociedade da informação global", disse o diretor de liberdade de imprensa do órgão, Dunka Mijatovic, em comunicado, segundo informa a Reuters.

Inicialmente, a mudança na lei turca tinha como objetivo restringir o acesso à pornografia e a outros conteúdos considerados ofensivos às crianças. No entanto, segundo avalia a OCSE, a lei é aplicada em outros casos. "Em vez de permitir o acesso livre à internet, surgiram novas formas de restrição ao livro fluxo de informações no país", disse Mijatovic.

A Turquia, que faz parte da OCSE, ordenou bloqueios ao Youtube em 2008 depois de considerar que alguns vídeos publicados insultavam o fundador da república moderna no país, Mustafa Kemal Ataturk.

No início de junho, Abdullah Gul, presidente da Turquia, utilizou sua página no Twitter para condenar o bloqueio ao Youtube e a alguns serviços do Google e declarou que requisitou "uma solução às instituições responsáveis".

"Eu pedi uma mudança nos julgamentos de mérito". Ainda segundo a Reuters, o papel do presidente na Turquia é meramente cerimonial. As decisões são realizadas pelo primeiro-ministro e pelo parlamento.

Leia mais