Organização europeia de direitos humanos repreende Turquia por bloqueios ao Youtube
Organização europeia de direitos humanos repreende Turquia por bloqueios ao Youtube
A Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), principal órgão de defesa dos direitos humanos na Europa, pediu ao governo da Turquia, na última terça-feira (22), que pare de bloquear o acesso ao site Youtube e a outros milhares banidos pela lei que regulamente a Internet no país.
Segundo a organização, a lei turca, de 2007, sofreu modificações para barrar mais de cinco mil sites e ameaça a liberdade de expressão e causa danos ao direito à informação.
"Eu peço às autoridades da Turquia que revoguem o bloqueio que previne os cidadãos de fazerem parte da atual sociedade da informação global", disse o diretor de liberdade de imprensa do órgão, Dunka Mijatovic, em comunicado, segundo informa a Reuters.
Inicialmente, a mudança na lei turca tinha como objetivo restringir o acesso à pornografia e a outros conteúdos considerados ofensivos às crianças. No entanto, segundo avalia a OCSE, a lei é aplicada em outros casos. "Em vez de permitir o acesso livre à internet, surgiram novas formas de restrição ao livro fluxo de informações no país", disse Mijatovic.
A Turquia, que faz parte da OCSE, ordenou bloqueios ao Youtube em 2008 depois de considerar que alguns vídeos publicados insultavam o fundador da república moderna no país, Mustafa Kemal Ataturk.
No início de junho, Abdullah Gul, presidente da Turquia, utilizou sua página no Twitter para condenar o bloqueio ao Youtube e a alguns serviços do Google e declarou que requisitou "uma solução às instituições responsáveis".
"Eu pedi uma mudança nos julgamentos de mérito". Ainda segundo a Reuters, o papel do presidente na Turquia é meramente cerimonial. As decisões são realizadas pelo primeiro-ministro e pelo parlamento.
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