Ordem da campanha de Tarcísio para que cinegrafista apagasse imagens pode configurar crime eleitoral

Áudio divulgado pela imprensa nesta terça-feira (25 out/22) revelou que um integrante da equipe do candidato Tarcísio de Freitas ordenou queum cinegrafista da Jovem Pan apagasse imagens do tiroteio que ocorreu durante visita do político à favela de Paraisópolis, na capital paulista.

Atualizado em 26/10/2022 às 14:10, por Redação Portal IMPRENSA.

O caso aconteceu no último dia 17.
O profissional da Jovem Pan fazia imagens da campanha de Tarcísio, que estava na sede de um projeto social na favela quando ocorreu um tiroteio entre policiais e suspeitos, que terminou com uma morte. Crédito:Reprodução Globo Policiais atendem ocorrência durante visita do candidato Tarcísio de Freitas à favela de Paraisópolis O jornal Folha de S. Paulo noticiou que um membro da equipe de Tarcísio determinou que o cinegrafista apagasse as imagens.
Após a revelação, a Jovem Pan afirmou que exibiu todas as imagens feitas durante o tiroteio. Já a campanha de Tarcísio afirmou que "um integrante da equipe perguntou ao cinegrafista se ele havia filmado aqueles que estavam no local e se seria possível não enviar essa parte para não expor quem estava lá".
O próprio Tarcísio afirmou que o "momento de tensão" pode ter levado um integrante da equipe a pedir ao cinegrafista para apagar as imagens para "preservar a identidade de pessoas que fazem parte da nossa segurança". "É muito ruim revelar a identidade de pessoas que acabam de se envolver com criminosos."
Segundo especialistas, há indícios de diferentes delitos no episódio, incluindo obstrução de Justiça, favorecimento pessoal, supressão de documento, fraude processual, coação no curso do processo e violações à legislação eleitoral.
Além de multa, a pena para o crime de obstrução à Justiça é de até oito anos de prisão. Já a pena para o crime de fraude processual inclui multa e detenção de três meses a dois anos.