Opositores do governo argentino, Clarín e La Nación vivem "bom momento" de faturamento

Os principais jornais argentinos, Clarín e La Nación, passam  por um "bom momento" de circulação e faturamento, apesar da campanha do Governo Cristina Kirchner contra os veículos opositores, na Argentina, noticia a Folha de S.

Atualizado em 17/11/2011 às 10:11, por Redação Portal IMPRENSA.

e La Nación , passam por um "bom momento" de circulação e faturamento, apesar da campanha do Governo Cristina Kirchner contra os veículos opositores, na Argentina, noticia a Folha de S.Paulo.
Segundo em circulação no país, o La Nación bateu recorde de vendas, pela primeira vez, em 141 anos de existência, com 348 mil exemplares no último domingo (13). O Clarín , ainda primeiro em circulação, com 580 mil exemplares aos domingos, não registrou crescimento nas vendas, mas aumentou em 27% o faturamento devido ao "bom momento" da publicidade.
"A disputa com o governo teve impacto e é um dos fatores para explicar esses resultados, mas não é só isso. O La Nación tem uma estratégia de fidelização dos leitores, com promoções em restaurantes, que têm dado certo. O Clarín , que diminuiu sua circulação, foi beneficiado pelo bom momento publicitário", explica Daniel Dessein, presidente da Associação de Entidades Jornalísticas Argentinas (Adepa).
Maior conglomerado de mídia do país, dono de canais de TV a cabo, livrarias, jornais, gráficas e serviços de internet, o Clarín é um dos "principais inimigos" da Casa Rosada. No início do ano, não pôde circular por causa de um piquete de trabalhadores, o qual suspeita-se tenha ligação com o governo.

Embates entre Cristina e veículos de comunicação são frequentes, e profissionais enxergam como um cerco à mídia a proposta de nova regulamentação para os meios, que limita a participação de empresas privadas no mercado de rádio e TV. O governo argentino nega "perseguição" ao Clarín e afirma que a lei visa a "desconcentração do mercado".
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