Opositor de Chávez é repreendido pelo Peru por usar TV local a seu favor

Opositor de Chávez é repreendido pelo Peru por usar TV local a seu favor

Atualizado em 22/04/2009 às 16:04, por Redação Portal IMPRENSA.

Divulgação
Manuel Rosales
O Governo do Peru exigiu, nesta quarta-feira (22), que o líder da oposição venezuelana Manuel Rosales (prefeito da cidade de Maracaibo) que não utilize o País como plataforma política e que respeite o processo no qual o pedido de asilo político impetrado por ele ainda é avaliado.

O pronunciamento foi feito depois da transmissão de mensagem de Rosales que continha insultos ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

O Governo peruano não pode ser utilizado como plataforma política por nenhum estrangeiro, porque isso violaria a própria natureza do refúgio ou asilo político que possa ser concedido", afirmou o ministro das Relações Exteriores peruano, José Antonio García Belaúnde. As declarações do chanceler foram feitas durante uma sessão no Conselho de Ministros em que o caso de Rosales é estudado.

"Eu quero, como chanceler do Peru, dizer ao senhor Manuel Rosales que o Peru é um país hospitaleiro, tem uma velha tradição de apego ao direito internacional e às suas instituições, e uma delas é o asilo", disse o chanceler.

Ele disse, ainda, que pode levar algumas semanas o processo que avalia se o asilo político a Rosales será concedido ou não. O chefe da diplomacia peruana esclareceu também que as autoridades do País ainda não se reuniram com o líder da oposição venezuelana.

O pedido de asilo

O líder da oposição venezuelana, que na última terça-feira (21) fez pedido de asilo político ao Peru, apareceu nesta quarta-feira (22), pela primeira vez em público em uma transmissão da televisão peruana e afirmou que segue "na luta para libertar a pátria".

"Não podia aceitar, respaldar uma decisão judicial acertada, manipulada para que se aproveitassem da situação me atropelando e me colocando em um vazio para me humilhar, me destruir e muito menos podia permitir que me matassem, porque um democrata não se entrega a um ditador e muito menos a um covarde", bradou Rosales. "Por isso, estou aqui (no Peru)", país no qual se comprometeu a respeitar "o status que possa ter", acrescentou.

De acordo com informações da agência de notícias Efe, Rosales afirma que recorrerá a outros países e a outras instâncias para continuar seu trabalho como opositor ao governo de Chávez até que, "em breve, possa voltar à nação".

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