Oposição argentina é contra suspensão de licença de empresa do Grupo Clarín
Oposição argentina é contra suspensão de licença de empresa do Grupo Clarín
A oposição ao governo de Cristina Kirchner reagiu contra a decisão de suspender a licença do Grupo Clarín para operar a empresa Fibertel, responsável pelo acesso à Internet de um em cada quatro internautas na Argentina.
De acordo com o ministro do Planejamento, Julio De Vido, apoiador de Cristina no setor econômico, a licença da empresa estava vencida. "A Fibertel já não existe", afirmou.
A líder da base oposicionista Coalizão Cívica, Elisa Carrió, declarou que o confronto do governo com o Clarín "é um instrumento para privar a sociedade de uma imprensa livre". Segundo ela, o governo Kirchner pretende "silenciar todas as vozes opositoras e silenciar a sociedade".
A empresa do holding Clarín que controla a Fibertel, a Cablevisión, anunciou que recorre à Justiça para evitar o que classificou de "medida ilegal e arbitrária". De acordo com os diretores da empresa, a medida é parte de uma "escalada cada vez mais totalitária" e pretende impedir que a população "escolha livremente seu provedor de Internet".
A decisão de retirar a Fibertel do mercado favorece duas multinacionais do ramo, sendo a espanhola Telefónica, que já conta com 1,4 milhão de usuários, e a italiana Telecom, que possui mais de 1,2 milhão de clientes e conta com empresários ligados com o casal Kirchner.
O governo negou que a medida tenha o objetivo de beneficiar os grupos citados, uma vez que, na Argentina, existem "mais de duzentas operadoras de Internet" para que o internauta escolha.
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