Opinião pública apoia execução por tráfico de drogas, diz editora da BBC na Indonésia

As execuções por tráfico de drogas na Indonésia têm sido apoiadas pela população, principalmente nas redes sociais, segundo a editora do serviço local da BBC, Karishma Vaswani.

Atualizado em 16/01/2015 às 15:01, por Redação Portal IMPRENSA.

drogas na Indonésia têm sido apoiadas pela população, principalmente nas redes sociais, segundo a editora do serviço local da BBC, Karishma Vaswani. No próximo domingo (18/01), um indonésio e cinco estrangeiros, entre eles o brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, de 53 anos, deverão ser executadas por fuzilamento.
Archer foi preso ao tentar entrar no país com 13,4 kg de cocaína escondidos em tubos de uma asa-delta. Condenado em 2004, ele esgotou os recursos para reverter sua condenação. O presidente Joko Widodo assumiu em outubro com a promessa de aplicar as execuções e não conceder clemência a condenados.

Em entrevista à BBC Brasil, Karishma contou que nos país as pessoas que defendem a execução consideram a medida como "boa" e "corajosa". Além disso, elas afirmam que a pena de morte deveria ser usada para condenados por corrupção para evitar que o crime seja cometido novamente. Já as que são contra criticam o presidente e alegam que isso ameaça prejudicar a reputação do país.
Crédito:Divulgação/BBC Karishma Vaswani, editora da BBC na Indonésia
Segundo Karishma , o apoio é reflexo das falas do presidente, que trata a questão como uma problemática para o país. "O presidente disse que cerca de 40 ou 50 pessoas, todos os dias, são afetadas por drogas - sendo aliciadas ou envolvidas da produção ou venda. Ele também tem dito que a questão tem se tornado uma praga para a sociedade e se infiltrado nas escolas. Ele não quer que a Indonésia se transforme num ponto de drogas e essa é uma maneira de afastar as pessoas ", diz.
A executiva explicou ainda que na Indonésia ser viciado em drogas é visto como um "fracasso moral enorme" e há muitos viciados. "Há uma ideia que é a influência da droga do Ocidente que está corrompendo os jovens. E esta é uma maneira que o presidente pode dizer que está lidando com o problema e tentando proteger o país".