Opiniâo: O que os cursos de pós-graduação oferecem aos candidatos à vida acadêmica
Crédito:Leo Garbin Da vigência da sabedoria popular com freqüência me surpreende e alerta. Por exemplo, quando ouvia falar que mineirotrabalha em silêncio, evocava somente episódios políticos.
Atualizado em 01/06/2012 às 15:06, por
José Marques de Melo.
Garbin Da vigência da sabedoria popular com freqüência me surpreende e alerta. Por exemplo, quando ouvia falar que mineiro trabalha em silêncio, evocava somente episódios políticos. Rendo-me agora à validade dessa sentença para entender o mundo acadêmico florescente nas Geraes. Sua demonstração cabal encontra-se nas páginas do livro, organizado por Guilherme Rezende, “Impasses e Perspectivas da Imprensa em Minas Gerais” (São João del Rei: EdiUFS, 2012, 156 p.
Como explica seu organizador, “a partir da constatação do surgimento tardio da imprensa em Minas Gerais, apenas a sexta província a possuir periódicos, a investigação se propôs a verificar os fatores que ainda dificultam a existência de um sistema jornalístico compatível com a importância política, econômica e cultural do estado no cenário nacional”.
Quando estive em São João del Rei, em 2009, participando de um ato inaugural do curso de jornalismo da universidade federal, confesso que não tinha ideia precisa sobre a potencialidade da sua equipe docente. Conhecia evidentemente a capacidade de liderança do idealizador do novo curso, Guilherme Rezende, mas subestimei a motivação da sua equipe didática.
Ao ler os ensaios reunidos no livro mencionado, dei-me conta da significação do treinamento em atividades de pesquisa que os cursos de pós-graduação oferecem aos candidatos à vida acadêmica. Os mestrandos e doutorandos aprendem não apenas a construir os marcos teóricos dos projetos ou a fazer opções metodológicas das correspondentes pesquisas mas sobretudo a coletar dados, interpretá-los e difundir os resultados dentro e fora do espaço acadêmico.
Não posso fugir à tentação de revelar que me sinto plenamente gratificado, quase no ocaso da carreira universitária, por ter contribuído para a formação intelectual dos dois artífices desta memória histórica – Guilherme Rezende e Jairo Faria ao mesmo tempo em que documenta a trajetória da imprensa mineira, a coletânea evidencia sua pujança cultural, bem como sua influência no cenário luso-brasileiro. Não é sem razão que Jairo Faria explica a forte identidade da imprensa com o ethos mineiro. Sua “moderação” é sem dúvida um “reflexo do modo de ser do mineiro”.
Trata-se de um conjunto bem estruturado de painéis institucionais ou de perfis sociográficos, cuja maior riqueza se encontra no fortalecimento da autoestima dos jornalistas e da altivez do jornalismo mineiro. Por isso mesmo recomendo sua leitura para estudantes, pesquisadores e profissionais da área. Não tenho dúvida de que o Curso de Jornalismo da Universidade de São João del Rei terá vida longa se mantiver o ritmo acadêmico sinalizado pelos seus fundadores.

Como explica seu organizador, “a partir da constatação do surgimento tardio da imprensa em Minas Gerais, apenas a sexta província a possuir periódicos, a investigação se propôs a verificar os fatores que ainda dificultam a existência de um sistema jornalístico compatível com a importância política, econômica e cultural do estado no cenário nacional”.
Quando estive em São João del Rei, em 2009, participando de um ato inaugural do curso de jornalismo da universidade federal, confesso que não tinha ideia precisa sobre a potencialidade da sua equipe docente. Conhecia evidentemente a capacidade de liderança do idealizador do novo curso, Guilherme Rezende, mas subestimei a motivação da sua equipe didática.
Ao ler os ensaios reunidos no livro mencionado, dei-me conta da significação do treinamento em atividades de pesquisa que os cursos de pós-graduação oferecem aos candidatos à vida acadêmica. Os mestrandos e doutorandos aprendem não apenas a construir os marcos teóricos dos projetos ou a fazer opções metodológicas das correspondentes pesquisas mas sobretudo a coletar dados, interpretá-los e difundir os resultados dentro e fora do espaço acadêmico.
Não posso fugir à tentação de revelar que me sinto plenamente gratificado, quase no ocaso da carreira universitária, por ter contribuído para a formação intelectual dos dois artífices desta memória histórica – Guilherme Rezende e Jairo Faria ao mesmo tempo em que documenta a trajetória da imprensa mineira, a coletânea evidencia sua pujança cultural, bem como sua influência no cenário luso-brasileiro. Não é sem razão que Jairo Faria explica a forte identidade da imprensa com o ethos mineiro. Sua “moderação” é sem dúvida um “reflexo do modo de ser do mineiro”.
Trata-se de um conjunto bem estruturado de painéis institucionais ou de perfis sociográficos, cuja maior riqueza se encontra no fortalecimento da autoestima dos jornalistas e da altivez do jornalismo mineiro. Por isso mesmo recomendo sua leitura para estudantes, pesquisadores e profissionais da área. Não tenho dúvida de que o Curso de Jornalismo da Universidade de São João del Rei terá vida longa se mantiver o ritmo acadêmico sinalizado pelos seus fundadores.






