Opinião: Jornalísticos da Rede Globo entram na onda de "Avenida Brasil"
Na última semana, “Avenida Brasil” chegou ao fim. A novela de João Emanuel Carneiro ficou no mesmo patamar de audiência da antecessora “Fina
Atualizado em 26/10/2012 às 12:10, por
Fabio Maksymczuk.
Estampa” durante todos os meses de exibição. O desfecho da personagem de Adriana Esteves foi o maior destaque no “le grand finale”. Realmente, muito bem trabalhada a trajetória da “vilã humana” durante toda a obra. O autor apostou na coerência da solução da fatídica pergunta “Quem matou Max?”. Nenhuma reviravolta. Carminha foi a algoz. Aliás, não é só JEC. Outros autores também pouco ousaram na resolução da “pergunta fatal” que provoca burburinhos na audiência. Os jornalísticos da Rede Globo entraram na onda do encerramento da novela. Momentos antes do início do último capítulo, “Jornal Nacional” ressaltou o “sucesso estrondoso” da produção. Segundo o noticiário, São Paulo e Rio de Janeiro pararam para assistir ao derradeiro fim. Ruas vazias. Sem trânsito. Tudo por causa do fim de “Avenida Brasil”. Menos. Bem menos. O capítulo registrou 52 pontos de média. Em uma breve comparação, “Caminho das Índias” alcançou 55 pontos. “América” marcou 66 pontos. O auê generalizado continuou no “Globo Repórter”. O jornalístico conversou com atores do elenco, além de ter abordado as “Ninas da vida real”. O efeito cascata alavancou a audiência do jornalístico. Bateu recorde no IBOPE da temporada 2012: 32 pontos de média. Não parou por ai. O “Jornal da Globo” também entrou na onda. No dia seguinte (20/10), o “Jornal Hoje” ainda abordou o encerramento de “Avenida Brasil”. Entrevistou transeuntes que estavam pelas ruas e não puderam acompanhar o desfecho da história de Nina e Carminha. O clima “Vídeo Show” entrou nos noticiários factuais da Rede Globo. O entretenimento invadiu a pauta dos telejornais. A impressão passada ao telespectador é que “Avenida Brasil” alavancou a audiência do canal e jamais alguma produção da casa obteve tamanha repercussão na sociedade. A Globo passou do ponto nesta cobertura “apoteótica”.
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