Opinião: Jornalistas não disputam "O Aprendiz 8"
A Rede Record estreou, nesta terça-feira (01/11), a oitava temporada de "O Aprendiz", reality mais tradicional da emissora. João Doria Jr continua no comando da atração.
Ao invés de mostrar os 16 candidatos, o programa entrou em um ritmo acelerado logo nos primeiros momentos. João Doria apresentou para o público os dois grupos já formados e informou sobre a atividade. Em seguida, apareceu um flash sobre cada "aprendiz". O público não conseguiu se envolver com os desafiantes, diante da rapidez das informações.
Além disso, as provas realizadas no Pará, longe do ambiente empresarial, lembraram outros realities, como o fracassado "Hipertensão" e "No Limite". Não era "O Aprendiz"? O clima do reality retornou ao vídeo no momento tenso da sala de reunião. Apesar disso, a não demissão, logo no primeiro episódio, é uma decisão polêmica. O grupo vencedor, que lutou pela vitória, viu todo o seu esforço desvalorizado. Os comentários dos perdedores na van, sobre uma autêntica lição de moral dada pelo apresentador-empresário, fortaleceram o ar de canastrice.
A maior diferença do elenco desta temporada em relação às anteriores é, sem dúvida, a idade dos participantes. De aprendizes não têm nada. Experientes e alguns já ao redor dos 40 anos. O desempenho de Tanyo, analista de logística sem graduação universitária e nordestino, deve gerar repercussão durante a competição. Logo na estreia, o apresentador jogou a ideia da discriminação sofrida pelo candidato. Diferente das recentes edições, não há jornalistas ou estudantes de Jornalismo na disputa. Desta vez, há uma predominância de profissionais da área de publicidade, propaganda e marketing.
"O Aprendiz" é um dos realities mais interessantes exibidos na TV brasileira. Agora é acompanhar o desenvolvimento da disputa que poderá (ou não) envolver o telespectador, inclusive aquele que sente falta de Roberto Justus.
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