Opinião: Jornalista encara “Perdidos na Tribo”
A Rede Bandeirantes estreou há algumas semanas o reality “Perdidos na Tribo”, sob comando de Débora Vilalba, nas noites das sextas-feiras. Aapresentadora merece ganhar mais espaço na Band, após o bom trabalho em “A Liga”.
A nova aposta da emissora do Morumbi apresenta a aventura das famílias Sackiewicz, Oliva e Menendez que encaram os costumes das tribos mais “primitivas” do planeta localizadas na Eiópia (Hamer), Indonésia (Mentawai) e Namíbia (Himba). O jornalista Marco Oliva (50) encara a missão. O objetivo final é ser aceito como um verdadeiro membro da tribo e todos, sem exceção, devem receber a aprovação do chefe local. Caso contrário, não receberão o prêmio de até R$ 250 mil, que poderá será dividido entre as famílias ganhadoras na volta para casa.
A edição explora as profundas diferenças culturais. O telespectador fica realmente chocado com as cenas exibidas no reality. Na sexta-feira (20/04), os rituais de sacrifício de animais da tribo Mentawai provocaram repulsa em parte do público. Uma galinha viva foi jogada na fogueira para servir como prato principal no almoço. Um porco também foi sacrificado. Os homens da tribo tiraram órgão por órgão do animal. Fígado. Pulmão. Tudo para ver como seria o futuro da comunidade. Já em outra tribo, o pescoço de uma vaca foi perfurado. O sangue jorrava em um recipiente. Depois, os integrantes da família Sackiewicz tiveram que beber o sangue misturado ao leite. “A comida é tenebrosa”, ressaltou um participante do reality.
Outro ponto que chama a atenção é a higiene. Nessas tribos, evidentemente não há banheiro. Não há papel higiênico. Não existe escova de dente. Desodorante não é necessário. “Perdidos na Tribo” mostra os hábitos desses seres humanos. Uma pedra é utilizada, digamos assim, como papel higiênico. Foi curioso os integrantes da tribo Himba tentar escovar os dentes e utilizar o enxaguante. Eles usam madeira de uma árvore para a limpeza bucal.
A diferença entre homens e mulheres também ganha destaque na atração. Em um determinado momento, o integrante dos Hamer chamou a moça da família Sackiewicz para uma “rapidinha”. De forma direta, queria sexo. A loira ficou espantada com a situação e revelou que ali os homens ficam com todas as mulheres. Aliás, as moças da tribo ficaram zangadas pela recusa da brasileira em não transar com o rapaz. A chamada “submissão feminina” é presente nesse modo de vida.
“Perdidos na Tribo” escancara as diferenças culturais. O importante é respeitar a visão do outro ser humano. Essa deve ser a lição do reality da Band.
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