Opinião: "Jornal da Cultura" perde força com saída de Maria Cristina Poli
A TV Cultura passa por um momento turbulento. Marcos Mendonça assumiu, novamente, as rédeas da emissora da Fundação Padre Anchieta. O
Atualizado em 26/08/2013 às 13:08, por
Fabio Maksymczuk.
A TV Cultura passa por um momento turbulento. Marcos Mendonça assumiu, novamente, as rédeas da emissora da Fundação Padre Anchieta. O “canal 2 de São Paulo” possui uma considerável dívida financeira. O executivo revelou, em entrevista recente ao jornal O Estado de S. Paulo, que essa é uma de suas maiores preocupações. Falou também sobre o conteúdo apresentado na programação. Li estarrecido as declarações do executivo. Dá para notar que é um profissional que entende pouco sobre o universo da TV. Por incrível que pareça. Nem tão incrível assim, aliás. Há religiosos que comandam outra TV... Mendonça disse que falta emoção ao programa “Quem Sabe, Sabe!”. Segundo ele, um auditório incrementaria a atração. Oi? O programa é uma excelente opção para o telespectador na faixa das 19 horas. Para ele, o merchandising poderia incrementar as atrações e melhorar o caixa da emissora. Visão financeira e pouco artística. Preocupante. Mais preocupante ainda é o rumo que deverá ser trilhado no Departamento de Jornalismo. O atual “Jornal da Cultura” é o melhor telejornal da TV brasileira. Maria Cristina Poli é a melhor apresentadora de telejornais. Tenho muito orgulho de ser um dos jurados do Troféu Imprensa e sempre ter dado meu voto para a jornalista. Fiquei feliz, neste ano, com a consagração da profissional na votação popular. Pois bem. Poli, diante do quadro nebuloso da nova gestão, preferiu sair do comando do noticiário. Notícia triste para os telespectadores. Segundo boatos divulgados na imprensa, o “Jornal da Cultura” sofreria uma absurda troca de formato. O “JC” ficaria engessado, semelhante aos demais das “emissoras comerciais”. Na última semana, os comentaristas permaneceram com apresentação da jornalista Márcia Bongiovanni. Esperamos que essa linha mais analítica persista. A TV Cultura enfrenta uma decadência, iniciada no governo Covas, em 1995. A emissora vive uma fase delicada. A saída de Poli do comando do “Jornal da Cultura” é um sinal preocupante nesse início de gestão Marcos Mendonça.
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