Opinião: Diretrizes Curriculares
O Brasil vem acumulando experiência na formação universitária de jornalistas, tendo construído uma atriz pedagógica que lhe confere singularidade no panorama mundial.
Atualizado em 03/04/2013 às 16:04, por
José Marques de Melo.
na formação universitária de jornalistas, tendo construído uma atriz pedagógica que lhe confere singularidade no panorama mundial. Mesclando o padrão europeu (estudo teórico) com o modelo americano (aprendizagem pragmática), logramos uma via crítico-experimental de ensino-pesquisa.
O sistema é perfeito? Absolutamente não. Tem muitas fragilidades. Mas pode ser melhorado. Basta vontade política e criatividade educativa.
Quando Fernando Haddad, então titular do Ministério da Educação, me convidou a formar e presidir a comissão encarregada de elaborar novas diretrizes curriculares para o curso de jornalismo, confesso que hesitei. Só enfrentei o desafio quando ele usou um argumento altruísta. Sua ideia era fortalecer a democracia brasileira, estabelecendo princípios capazes de formar profissionais conscientes desse avanço civilizatório.
A decisão tomada no sentido de rever e atualizar as Diretrizes Curriculares para o curso de jornalismo ancora-se nos pressupostos seguintes: trata-se de um ofício valorizado pela sociedade e de uma profissão regulamentada pelo Estado, além de constituir área do saber legitimada pela Universidade.
Apesar da longa tramitação que as diretrizes enfrentaram no CNE – Conselho Nacional de Educação, o mais importante é assinalar que o colegiado responsável pelo ordenamento da educação brasileira acolheu a tese defendida pela Comissão de Especialistas, que tive a honra de presidir. Aceitando que a Comunicação é um campo multifacetado, suas áreas de conhecimento acadêmico encontram-se plenamente sintonizadas com as carreiras profissionais. Isso justifica a manutenção de cursos específicos de graduação, tal como ocorre em campos da mesma natureza, como o da Saúde.
Trata-se de romper a servidão intelectual que nos tem condenado a mimetizar padrões e reproduzir modelos, sempre de costas para o legado das gerações que nos precederam.
O sistema vigente já não atende às aspirações nacionais numa conjuntura de acelerada mutação tecnológica e de transformações velozes na vida cotidiana, engendrando novos processos de produção e difusão jornalística. Capitalizando meio século de imersão em atividades jornalísticas, tenho consciência de que o nosso ensino do jornalismo precisa ser reinventado.
Como lograr sua transformação? Trata-se de iniciativa que está a desafiar o espírito público da nova geração de educadores e investigadores do jornalismo, em sintonia com o mercado e a sociedade civil.
Enfim, chegou a hora de romper as paredes do gueto universitário, visando democratizar o jornalismo, incluindo cognitivamente na sociedade o vasto contingente de cidadãos que o jornalista venezuelano Eleazar Diaz Rangel apropriadamente chamou de pueblos subinformados.

O sistema é perfeito? Absolutamente não. Tem muitas fragilidades. Mas pode ser melhorado. Basta vontade política e criatividade educativa.
Quando Fernando Haddad, então titular do Ministério da Educação, me convidou a formar e presidir a comissão encarregada de elaborar novas diretrizes curriculares para o curso de jornalismo, confesso que hesitei. Só enfrentei o desafio quando ele usou um argumento altruísta. Sua ideia era fortalecer a democracia brasileira, estabelecendo princípios capazes de formar profissionais conscientes desse avanço civilizatório.
A decisão tomada no sentido de rever e atualizar as Diretrizes Curriculares para o curso de jornalismo ancora-se nos pressupostos seguintes: trata-se de um ofício valorizado pela sociedade e de uma profissão regulamentada pelo Estado, além de constituir área do saber legitimada pela Universidade.
Apesar da longa tramitação que as diretrizes enfrentaram no CNE – Conselho Nacional de Educação, o mais importante é assinalar que o colegiado responsável pelo ordenamento da educação brasileira acolheu a tese defendida pela Comissão de Especialistas, que tive a honra de presidir. Aceitando que a Comunicação é um campo multifacetado, suas áreas de conhecimento acadêmico encontram-se plenamente sintonizadas com as carreiras profissionais. Isso justifica a manutenção de cursos específicos de graduação, tal como ocorre em campos da mesma natureza, como o da Saúde.
Trata-se de romper a servidão intelectual que nos tem condenado a mimetizar padrões e reproduzir modelos, sempre de costas para o legado das gerações que nos precederam.
O sistema vigente já não atende às aspirações nacionais numa conjuntura de acelerada mutação tecnológica e de transformações velozes na vida cotidiana, engendrando novos processos de produção e difusão jornalística. Capitalizando meio século de imersão em atividades jornalísticas, tenho consciência de que o nosso ensino do jornalismo precisa ser reinventado.
Como lograr sua transformação? Trata-se de iniciativa que está a desafiar o espírito público da nova geração de educadores e investigadores do jornalismo, em sintonia com o mercado e a sociedade civil.
Enfim, chegou a hora de romper as paredes do gueto universitário, visando democratizar o jornalismo, incluindo cognitivamente na sociedade o vasto contingente de cidadãos que o jornalista venezuelano Eleazar Diaz Rangel apropriadamente chamou de pueblos subinformados.






