Opinião: "Cidade Alerta" e "Brasil Urgente" se esbaldam com manifestações
A cobertura das manifestações tomou conta da programação da TV brasileira. “Cidade Alerta” e “Brasil Urgente” cobrem intensamente os protestos.
Atualizado em 19/06/2013 às 17:06, por
Fabio Maksymczuk.
conta da programação da TV brasileira. “Cidade Alerta” e “Brasil Urgente” cobrem intensamente os protestos. Material é o que não falta. Datena e Rezende narram os acontecimentos com as imagens capturadas pelos helicópteros. Bombas para lá. Balbúrdia para cá. Os dois apresentadores pedem calma aos manifestantes. Porém, sempre que ocorre alguma quizumba, a dupla se esbalda na transmissão. Corta para aquela imagem. Corta para outra. Manifestante joga bomba no Palácio dos Bandeirantes. Olha só a fogueira....
Rezende até criticou o pessoal da técnica durante a transmissão. “Esse menino não serve para trabalhar aqui”. Que deselegante! O toque político também não poderia faltar nessa cobertura. Segundo o apresentador da Record, o prefeito Haddad é o principal responsável pelo aumento do ônibus em São Paulo e a conta caiu no colo do governador Geraldo Alckmin. A Band rifou o programa “Show da Fé” da programação. “Datenão” comanda o “Plantão” por volta das 21 horas. Na segunda (17/06), a Band explorou nesta faixa horária as manifestações de Brasília e Rio de Janeiro. Depois, o jornalista participou do programa de Marcelo Tas. Hora extra acumulada....
A questão midiática também entrou nas reivindicações dos manifestantes. A Rede Globo foi alvo de xingamentos durante os protestos, especialmente em São Paulo. No “JG Edição das 22h00”, da TV Gazeta, a repórter mostrou ao vivo as declarações acaloradas. “Ei, Globo, vai tomar no cu. Ei, Globo, vai tomar no cu”, berraram os jovens.
Já no “Cidade Alerta”, Rezende mostrou sua “preocupação” com os manifestantes que caminhavam rumo à sede da Rede Globo, em São Paulo. O apresentador disse que tinha muitos amigos na emissora concorrente e esperava um protesto pacífico pela região.
Esperamos que o sensacionalismo não funcione como combustível na cobertura dos protestos que remexem a sociedade brasileira.
Rezende até criticou o pessoal da técnica durante a transmissão. “Esse menino não serve para trabalhar aqui”. Que deselegante! O toque político também não poderia faltar nessa cobertura. Segundo o apresentador da Record, o prefeito Haddad é o principal responsável pelo aumento do ônibus em São Paulo e a conta caiu no colo do governador Geraldo Alckmin. A Band rifou o programa “Show da Fé” da programação. “Datenão” comanda o “Plantão” por volta das 21 horas. Na segunda (17/06), a Band explorou nesta faixa horária as manifestações de Brasília e Rio de Janeiro. Depois, o jornalista participou do programa de Marcelo Tas. Hora extra acumulada....
A questão midiática também entrou nas reivindicações dos manifestantes. A Rede Globo foi alvo de xingamentos durante os protestos, especialmente em São Paulo. No “JG Edição das 22h00”, da TV Gazeta, a repórter mostrou ao vivo as declarações acaloradas. “Ei, Globo, vai tomar no cu. Ei, Globo, vai tomar no cu”, berraram os jovens.
Já no “Cidade Alerta”, Rezende mostrou sua “preocupação” com os manifestantes que caminhavam rumo à sede da Rede Globo, em São Paulo. O apresentador disse que tinha muitos amigos na emissora concorrente e esperava um protesto pacífico pela região.
Esperamos que o sensacionalismo não funcione como combustível na cobertura dos protestos que remexem a sociedade brasileira.





