Opinião: A TV não sabe brincar de internet
Quando a TV estraga a brincadeira
Não é de hoje que percebo que a mídia televisão tem sentido extrema dificuldade em acompanhar os fenômenos da internet. Frases de redes sociais, brincadeiras virtuais... por mais que tente , a TV fica de fora, salvo quando ela própria é o alvo da piada, da brincadeira, do deboche.
Uma das provas mais claras disso foi o bendito “caso Luiza”. O nome citado pelo pai – “menos Luiza, que está no Canadá” – caiu na boca do povo. Não do povo, mas da rede. O legal da brincadeira que se alastrou como fogo em fio de pólvora, era o deboche. Afinal, e daí que a Luiza está no Canadá?
A frase saiu da Paraíba e correu o Brasil. A grande sacada era poder usar a expressão em todo o tipo de contexto - mesmo sem contexto nenhum – e partilhar da mesma brincadeira que o cantor Lenine, o ex-jogador Ronaldo e tantos outros que entraram na roda. A personificação de Luiza era o que menos importava. Na verdade, não importava.
Eis que chega a televisão que, para entrar no jogo, cai no ridículo. Por que raios era interessante ver a cara da Luiza e saber que ela não estava mais no Canadá? Por que usar expressões que se encaixam super mal na linguagem de um telejornal só para parecer “in”? Seria bem melhor certamente – e mais sucesso na rede – se mais brincadeiras como a do mamão do Evaristo fossem permitidas.
No final das contas, que bom para a Luiza que ela fez um novo comercial, mas que pena para a rede que, em razão dessa vontade da TV de entrar no jogo, teve que dar fim à piada mais cedo. Eu preferia quando a Luiza estava no Canadá. E quando a TV entendia seu papel entre as mídias.
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