Opinião: "A era Neymar, marketing e cia", por Leandro Massoni Ilhéu
Por que não falar de Neymar?
Atualizado em 01/08/2018 às 16:08, por
Leandro Massoni Ilhéu.
Crédito:Arquivo pessoal Nos dias que antecederam a publicação deste meu mais novo artigo, pensava em algum tema que tivesse uma ligação – indireta, se possível – com a Copa do Mundo realizada na Rússia, na qual a seleção da CBF demonstrou ainda estar inapta para desafios maiores, como a sexta conquista mundial.
Logo pensei: Mas seria um tema completamente batido, visto que outros canais de comunicação tem falado do jogador? Não, uma vez que dependia somente de como eu fosse abordar, ou seja, angular o assunto neste texto.
Atualmente o tema em destaque sobre o “Menino Ney” é seu descrédito quanto à sua pífia atuação no mundial em terras russas, além de suas formas nada convincentes de tentar aplacar suas dores e a falta de sorte através de “terceiros” (campanhas publicitárias, posts nas redes sociais etc.).
Neste sentido, e baseando-me, claro, no panorama atual do jornalismo esportivo, observo que, sim, existe essa rixa entre Neymar e a imprensa. Mas por que ela é ocasionada? Acredito que não seja somente pelo comportamento um tanto arredio do craque do Paris Saint-Germain com os profissionais da comunicação, e sim, de sua equipe de marketing, que tenta, através de propagandas e demais artifícios, valorizar sua imagem pelo mundo. Contudo, todos os esforços tem sido em vão.
Recentemente, uma empresa de lâminas de barbear (não preciso dizer o nome dela, certo?) fez uma peça publicitária na qual mostra o boleiro em um “martírio”, uma caminhada ao calvário repleta de encontros e desencontros pregados pelo destino e seus intercessores, que podem ser desde as faltas nele cometidas e, posteriormente, suas caídas acompanhadas de berros e estardalhaços direcionados à arbitragem, até alguns momentos marcantes, no sentido negativo, como a falta cometida pelo colombiano Zúñiga, que lesionou a então esperança da seleção verde e amarela da Copa do Mundo de 2014, no Brasil.
É claro que já não se faz tão necessário dizer que esse vídeo promocional, circulado nos meios televisivos e digitais, somente ajudou a deteriorar ainda mais a situação do futebolista, que evidentemente, ainda tem um futuro brilhante dentro das quatro linhas. Mas o que vemos, no quesito comunicação, é a falha desta função de estreitar uma relação de empatia entre o jogador e os torcedores, o que também acaba virando trunfo para outros canais esportivos, que são mais voltados aos debates acalorados, poderem cobrar uma postura mais madura do atual camisa 10 do técnico Tite.
Resumindo: a comunicação entre emissor e receptor deve ser clinicamente trabalhada para que não haja falhas que podem, involuntariamente, aludir que o público alvo não é capaz de compreender que uma mensagem como esta feita pelo patrocinador de Neymar somente serve para “mascarar” a má fase do atleta detentor do título de transferência mais caro do futebol.
A tentativa de tentar “ressuscitar” a carreira e a moral de um dos maiores ídolos do atual cenário esportivo brasileiro e mundial pode ter sido com boas intenções, mas não foi conveniente em um momento no qual a cobertura esportiva costuma “pesar” com certas figuras que estão em evidência, seja porque tiveram atitudes boas ou ruins dentro ou fora das quatro linhas. Nesses casos, o silêncio seria o melhor remédio para acalmar os ânimos aflorados pela imprensa, que cada vez mais está em polvorosa, principalmente com o Príncipe do Gol, que necessita colocar as ideias no lugar antes de calçar as chuteiras.
* é jornalista formado pela Universidade Paulista (Unip) e pós graduado em Jornalismo Esportivo e Multimídias pela Anhembi Morumbi. É também radialista pela Rádioficina Escola de Rádio e Televisão. Tem se aventurado a escrever sobre jornalismo esportivo por meio do site Comunique Esporte. É também autor do vídeo documentário “O Futebol Nacional”, que conta a história do Nacional Atlético Clube através do ponto de vista de jornalistas e peritos no esporte bretão.
Logo pensei: Mas seria um tema completamente batido, visto que outros canais de comunicação tem falado do jogador? Não, uma vez que dependia somente de como eu fosse abordar, ou seja, angular o assunto neste texto.
Atualmente o tema em destaque sobre o “Menino Ney” é seu descrédito quanto à sua pífia atuação no mundial em terras russas, além de suas formas nada convincentes de tentar aplacar suas dores e a falta de sorte através de “terceiros” (campanhas publicitárias, posts nas redes sociais etc.).
Neste sentido, e baseando-me, claro, no panorama atual do jornalismo esportivo, observo que, sim, existe essa rixa entre Neymar e a imprensa. Mas por que ela é ocasionada? Acredito que não seja somente pelo comportamento um tanto arredio do craque do Paris Saint-Germain com os profissionais da comunicação, e sim, de sua equipe de marketing, que tenta, através de propagandas e demais artifícios, valorizar sua imagem pelo mundo. Contudo, todos os esforços tem sido em vão.
Recentemente, uma empresa de lâminas de barbear (não preciso dizer o nome dela, certo?) fez uma peça publicitária na qual mostra o boleiro em um “martírio”, uma caminhada ao calvário repleta de encontros e desencontros pregados pelo destino e seus intercessores, que podem ser desde as faltas nele cometidas e, posteriormente, suas caídas acompanhadas de berros e estardalhaços direcionados à arbitragem, até alguns momentos marcantes, no sentido negativo, como a falta cometida pelo colombiano Zúñiga, que lesionou a então esperança da seleção verde e amarela da Copa do Mundo de 2014, no Brasil.
É claro que já não se faz tão necessário dizer que esse vídeo promocional, circulado nos meios televisivos e digitais, somente ajudou a deteriorar ainda mais a situação do futebolista, que evidentemente, ainda tem um futuro brilhante dentro das quatro linhas. Mas o que vemos, no quesito comunicação, é a falha desta função de estreitar uma relação de empatia entre o jogador e os torcedores, o que também acaba virando trunfo para outros canais esportivos, que são mais voltados aos debates acalorados, poderem cobrar uma postura mais madura do atual camisa 10 do técnico Tite.
Resumindo: a comunicação entre emissor e receptor deve ser clinicamente trabalhada para que não haja falhas que podem, involuntariamente, aludir que o público alvo não é capaz de compreender que uma mensagem como esta feita pelo patrocinador de Neymar somente serve para “mascarar” a má fase do atleta detentor do título de transferência mais caro do futebol.
A tentativa de tentar “ressuscitar” a carreira e a moral de um dos maiores ídolos do atual cenário esportivo brasileiro e mundial pode ter sido com boas intenções, mas não foi conveniente em um momento no qual a cobertura esportiva costuma “pesar” com certas figuras que estão em evidência, seja porque tiveram atitudes boas ou ruins dentro ou fora das quatro linhas. Nesses casos, o silêncio seria o melhor remédio para acalmar os ânimos aflorados pela imprensa, que cada vez mais está em polvorosa, principalmente com o Príncipe do Gol, que necessita colocar as ideias no lugar antes de calçar as chuteiras.
* é jornalista formado pela Universidade Paulista (Unip) e pós graduado em Jornalismo Esportivo e Multimídias pela Anhembi Morumbi. É também radialista pela Rádioficina Escola de Rádio e Televisão. Tem se aventurado a escrever sobre jornalismo esportivo por meio do site Comunique Esporte. É também autor do vídeo documentário “O Futebol Nacional”, que conta a história do Nacional Atlético Clube através do ponto de vista de jornalistas e peritos no esporte bretão.





