Opinião: "A credibilidade da informação em xeque", por Leandro Massoni Ilhéu
No jornalismo, prevalece a máxima de que todo o cuidado é pouco, ainda mais quando se tem as “fake news” para nos atrapalhar
Atualizado em 04/05/2018 às 13:05, por
Leandro Massoni Ilhéu.
Crédito:Arquivo pessoal No último domingo, 29 de abril, enquanto voltava para casa ouvindo o programa “Fim de Expediente” da rádio CBN, um dos locutores destacava que, em meio a esta “onda” de “fake news” que tem se espalhado em vários meios de comunicação, haverá um momento em que nós iremos nos deparar com a seguinte situação: será que as notícias veiculadas na mídia são, de fato, verdadeiras? Ou seja, a dúvida tenderá a pairar no ar e deixar-nos quase que perdidos entre boatos e fatos verídicos.
No jornalismo esportivo, eu novamente toco neste assunto pela questão de que a maior parte dos usuários da internet estão cada vez mais sendo levados pelas notícias falsas veiculadas em portais e até mesmo canais no YouTube que pregam essa que podemos denominar como a “cultura da desinformação” ou das “informações invertidas”.
Muitas vezes é comum ver manchetes com apelo sensacionalista como “Fulano de Tal vai para o Corinthians”, “Sicrano assina com o Palmeiras”, “Time dá ‘chapéu’ e contrata artilheiro do campeonato”, e sempre com aquela voz robotizada, típica do tradutor do Google Translate. Nisso, o público sedento por “boas novas” acessa, retransmite para os seus canais pessoais (Facebook, Twitter, WhatsApp) e compartilha uma informação que pode tanto ser verdade quanto uma mentira com aspecto polêmico.
O mais importante, antes de sair espalhando uma informação de caráter importante no meio esportivo, é ir investigar as fontes, saber quem de fato noticiou primeiro e verificar se há ou não veracidade na história. Hoje em dia, com tantos aparatos tecnológicos, de distorção de imagens (como os casos de fotos de celebridades colocadas no lugar de atrizes pornôs), vídeo e voz, é preciso se atentar antes de cometer uma “barriga”, termo utilizado para mencionar um deslize ou erro de informação jornalística.
Também no mesmo programa de rádio da CBN, o imediatismo foi apontado por um dos apresentadores, que falavam como o jovem de 20 anos tem se comportado referente a tomada de decisões em comparação à juventude de alguns anos atrás. Com base nesta discussão, é interessante ressaltar que o público mais jovial do segmento esportivo quer, a todo custo, saber o que está acontecendo no seu esporte favorito, no seu clube de coração e nos campeonatos mundo afora e com seus atletas preferidos. Contudo, neste sentido de imediatismo, de tudo feito “na hora”, pode acontecer o equívoco causado pela pressa, pela falta de análise e checagem. No jornalismo esportivo, se essa filtragem faltar, a informação, o profissional e o veículo que a transmitem poderão entrar em descrédito com a opinião pública.
Enfim, sendo você leitor, aprendiz (estagiário) ou jornalista, sempre é válido ter em mente que é preciso saber o que e para quem está noticiando, uma vez as cobranças (que já não são poucas) para com os profissionais e veículos de comunicação podem refletir a credibilidade contida nas informações. É preciso se prevenir, ler muito (mas muito mesmo, duas, três vezes se for preciso), corrigir os possíveis erros, investigar as fontes e, se for o caso, consultar especialistas de determinados assuntos antes de lançar uma matéria. .
* é jornalista formado pela Universidade Paulista (Unip) e pós graduado em Jornalismo Esportivo e Multimídias pela Anhembi Morumbi. É também radialista pela Rádioficina Escola de Rádio e Televisão. Tem se aventurado a escrever sobre jornalismo esportivo por meio do site Comunique Esporte. É também autor do vídeo documentário “O Futebol Nacional”, que conta a história do Nacional Atlético Clube através do ponto de vista de jornalistas e peritos no esporte bretão.
No jornalismo esportivo, eu novamente toco neste assunto pela questão de que a maior parte dos usuários da internet estão cada vez mais sendo levados pelas notícias falsas veiculadas em portais e até mesmo canais no YouTube que pregam essa que podemos denominar como a “cultura da desinformação” ou das “informações invertidas”.
Muitas vezes é comum ver manchetes com apelo sensacionalista como “Fulano de Tal vai para o Corinthians”, “Sicrano assina com o Palmeiras”, “Time dá ‘chapéu’ e contrata artilheiro do campeonato”, e sempre com aquela voz robotizada, típica do tradutor do Google Translate. Nisso, o público sedento por “boas novas” acessa, retransmite para os seus canais pessoais (Facebook, Twitter, WhatsApp) e compartilha uma informação que pode tanto ser verdade quanto uma mentira com aspecto polêmico.
O mais importante, antes de sair espalhando uma informação de caráter importante no meio esportivo, é ir investigar as fontes, saber quem de fato noticiou primeiro e verificar se há ou não veracidade na história. Hoje em dia, com tantos aparatos tecnológicos, de distorção de imagens (como os casos de fotos de celebridades colocadas no lugar de atrizes pornôs), vídeo e voz, é preciso se atentar antes de cometer uma “barriga”, termo utilizado para mencionar um deslize ou erro de informação jornalística.
Também no mesmo programa de rádio da CBN, o imediatismo foi apontado por um dos apresentadores, que falavam como o jovem de 20 anos tem se comportado referente a tomada de decisões em comparação à juventude de alguns anos atrás. Com base nesta discussão, é interessante ressaltar que o público mais jovial do segmento esportivo quer, a todo custo, saber o que está acontecendo no seu esporte favorito, no seu clube de coração e nos campeonatos mundo afora e com seus atletas preferidos. Contudo, neste sentido de imediatismo, de tudo feito “na hora”, pode acontecer o equívoco causado pela pressa, pela falta de análise e checagem. No jornalismo esportivo, se essa filtragem faltar, a informação, o profissional e o veículo que a transmitem poderão entrar em descrédito com a opinião pública.
Enfim, sendo você leitor, aprendiz (estagiário) ou jornalista, sempre é válido ter em mente que é preciso saber o que e para quem está noticiando, uma vez as cobranças (que já não são poucas) para com os profissionais e veículos de comunicação podem refletir a credibilidade contida nas informações. É preciso se prevenir, ler muito (mas muito mesmo, duas, três vezes se for preciso), corrigir os possíveis erros, investigar as fontes e, se for o caso, consultar especialistas de determinados assuntos antes de lançar uma matéria. .
* é jornalista formado pela Universidade Paulista (Unip) e pós graduado em Jornalismo Esportivo e Multimídias pela Anhembi Morumbi. É também radialista pela Rádioficina Escola de Rádio e Televisão. Tem se aventurado a escrever sobre jornalismo esportivo por meio do site Comunique Esporte. É também autor do vídeo documentário “O Futebol Nacional”, que conta a história do Nacional Atlético Clube através do ponto de vista de jornalistas e peritos no esporte bretão.





