ONU pede liberação imediata de jornalistas da Reuters presos em Mianmar

A Organização das Nações Unidas (ONU) cobrou que as autoridades de Mianmar liberarem imediatamente os jornalistas Wa Lone, 32 , e Kyaw Soe Oo, 28, ambos da agência Reuters.

Atualizado em 12/07/2018 às 15:07, por Redação Portal IMPRENSA.

O pedido foi feito pelos relatores do órgão na quarta-feira (11).


Eles foram presos em dezembro do ano passado, enquanto apuraram um massacre no vilarejo de Inn Din, localizado no estado de Rakhine, onde comunidades da minoria étnica rohingya foram perseguidas e atacadas pelas próprias autoridades do país.

Crédito:Unicef/LeMoyne Refugiados rohingya atravessam fogem do estado de Rakhine, em Mianmar, para Bangladesh em Palong Khali


As operações do exército em agosto de 2017 forçaram mais de 700 mil pessoas da minoria rohingya, que têm a cidadania birmanesa negada, a fugir para Bangladesh.


Os jornalistas são acusados de posse de material sensível relacionado a operações de segurança no estado de Rakhine. A Lei de Segredos Oficiais determina que a pena por esse crime pode chegar até 14 anos de prisão.


“O inquérito criminaliza (a realização de) reportagens de jornalismo investigativo sobre violações de direitos humanos no estado de Rakhine, questões do mais elevado interesse público”, afirmaram o relator especial sobre o direito à liberdade de opinião e expressão, David Kaye, e a relatora especial sobre a situação dos direitos humanos em Mianmar, Yanghee Lee.


Os dois analistas também expressaram preocupação com as “condições deploráveis” em que os dois profissionais de mídia estão sendo mantidos. Sem poder se comunicar com ninguém desde a prisão no ano passado, os jornalistas agora estão sem acesso a tratamento médico e são privados de sono.


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