ONU e SIP divergem quanto à nova Lei de Meios do governo argentino

A Lei de Meios argentina, que passará a vigorar no próximo dia 7, fez com que o país entrasse na mira de organizações ligadas à liberdade deimprensa.

Atualizado em 18/10/2012 às 18:10, por Redação Portal IMPRENSA.

uol.com.br/content_file_storage/2012/10/18/CristinaKirchnerok.jpg"> Segundo ONU, SIP não deve interferir na lei de meios argentina
A SIP tomou a decisão de enviar uma missão ao país para se reunir com membros do governo e representantes dos grupos de comunicação. De acordo com o blog Jornalismo nas Américas, a decisão foi tomada após jornais argentinos terem apresentado à entidade um documento contendo relatos sobre a situação da imprensa independente no país. Segundo o La Nación , entre os temas abordados no documento está a intenção do governo de usar essa lei para atacar o grupo Clarín. O grupo acusa o governo de retaliação por conta de sua “linha editorial de oposição”. Segundo a página oficial do governo argentino, o objetivo da lei é regular os serviços de comunicação audiovisual para “baratear, democratizar e universalizar o aproveitamento das novas tecnologias de informação”.
A ONU, no entanto, não concorda com o envio da missão. Segundo seu relator especial para a Liberdade de Opinião e Expressão, Frank La Rue, a Argentina é “um país modelo quando se trata de liberdade de expressão”.