ONU e autoridades repudiam condenação de jornalistas da Al Jazeera no Egito
Profissionais são considerados culpados por colaborarem com o grupo político-religioso Irmandade Muçulmana.
Atualizado em 24/06/2014 às 09:06, por
Redação Portal IMPRENSA.
Autoridades de diversos países e a Organização das Nações Unidas (ONU) criticaram duramente a corte egípcia que determinou, na última segunda-feira (24/6), a prisão de pelo dez jornalistas do canal árabe Al Jazeera. Todos eles foram considerados culpados por suposta colaboração com o grupo político-religioso Irmandade Muçulmana no Egito.
Crédito:Reprodução ONU e líderes políticos condenam sentença contra jornalistas no Egito
De acordo com a Reuters, a alta comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, ressaltou que o Egito deveria acabar com a prática "obscena" de promover julgamentos coletivos de opositores do governo que terminam em penas de morte.
“Reprimir reportagens só irá atrapalhar os esforços egípcios para atravessar este período de tumulto social e político. Creio que estes julgamentos coletivos e penas de morte são obscenos, uma farsa completa da justiça.”, disse Pillay.
Entre os condenados está o australiano Peter Greste, correspondente do canal árabe no Quênia e o egípcio-canadense Mohamed Fahmy que foram condenados a sete anos de reclusão. Além deles, o produtor egípcio Baher Mohamed foi considerado culpado por posse de arma de fogo e sentenciado a cumprir dez anos de prisão.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, também manifestou sua preocupação com a condenação dos jornalistas e as penas de morte confirmadas no sábado de 183 muçulmanos apoiadores e membros da Irmandade Muçulmana no País.
John Kerry, secretário de Estado norte-americano, indicou que Washington já "manifestou desagrado" às autoridades egípcias, reforçando ainda que a sentença é "profundamente perturbadora". Ele visitou o Egito no último domingo (22/6) e solicitou a libertação dos jornalistas.
O primeiro-ministro da Austrália, Tony Abbott, pontuou ter dito ao presidente egípcio que o jornalista australiano Peter Greste é inocente das acusações de apoiar a Irmandade Muçulmana. Abbott chegou a falar com o recém-eleito líder egípcio Abdel Fatah al-Sisi. No entanto, o premiê disse que o destino de Greste permanece nas mãos do tribunal.
Crédito:Reprodução ONU e líderes políticos condenam sentença contra jornalistas no Egito
De acordo com a Reuters, a alta comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, ressaltou que o Egito deveria acabar com a prática "obscena" de promover julgamentos coletivos de opositores do governo que terminam em penas de morte.
“Reprimir reportagens só irá atrapalhar os esforços egípcios para atravessar este período de tumulto social e político. Creio que estes julgamentos coletivos e penas de morte são obscenos, uma farsa completa da justiça.”, disse Pillay.
Entre os condenados está o australiano Peter Greste, correspondente do canal árabe no Quênia e o egípcio-canadense Mohamed Fahmy que foram condenados a sete anos de reclusão. Além deles, o produtor egípcio Baher Mohamed foi considerado culpado por posse de arma de fogo e sentenciado a cumprir dez anos de prisão.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, também manifestou sua preocupação com a condenação dos jornalistas e as penas de morte confirmadas no sábado de 183 muçulmanos apoiadores e membros da Irmandade Muçulmana no País.
John Kerry, secretário de Estado norte-americano, indicou que Washington já "manifestou desagrado" às autoridades egípcias, reforçando ainda que a sentença é "profundamente perturbadora". Ele visitou o Egito no último domingo (22/6) e solicitou a libertação dos jornalistas.
O primeiro-ministro da Austrália, Tony Abbott, pontuou ter dito ao presidente egípcio que o jornalista australiano Peter Greste é inocente das acusações de apoiar a Irmandade Muçulmana. Abbott chegou a falar com o recém-eleito líder egípcio Abdel Fatah al-Sisi. No entanto, o premiê disse que o destino de Greste permanece nas mãos do tribunal.





