ONU classifica pressões contra WikiLeaks de "censura"
ONU classifica pressões contra WikiLeaks de "censura"
Atualizado em 10/12/2010 às 09:12, por
Redação Portal IMPRENSA.
Depois do presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticar a prisão do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, a Organização das Nações Unidas (ONU) saiu em defesa do site. Na última quinta-feira (09), a alta comissária para direitos humanos da entidade, Navi Pillay, classificou as pressões contra a organização de Assange como tentativa de censura e podem ser interpretadas como uma violação ao direito à liberdade de expressão.
Assange foi preso na última terça-feira (07), em Londres (Inglaterra), após se entregar às autoridades britânicas. O fundador do WikiLeaks foi acusado na Suécia de cometer crimes sexuais, e teve sua ordem de captura emitida pela Justiça sueca e pela Interpol. Além disso, o banco suíço PostFinance fechou a conta aberta pela organização para recebimento de doações, e as empresas de cartão de crédito Mastercard, Visa e Paypal anunciaram que bloqueariam os pagamentos.
Segundo o jornal Folha de S.Paulo , a comissária se disse preocupada com as tentativas de intimidação feitas ao site de Assange. "Se o WikiLeaks cometeu algum ato reconhecidamente ilegal, então isso deve ser abordado pelo sistema legal, não por pressão e intimidação a terceiros", afirmou. Para Navi, o caso expôs a necessidade de os países protegerem o direito ao compartilhamento de livre informações, como determina leis internacionais.
"Muito do que se publica poderia levantar uma questão fundamental para os direitos humanos: o equilíbrio entre a liberdade e informação e os interesses de segurança de um país. Esse é um equilíbrio difícil de encontrar, mas apenas tribunais e a lei podem dizer qual é esse equilíbrio", disse Navi, segundo informou O Estado de S. Paulo .
No final de novembro, o WikiLeaks divulgou mais de 250 mil documentos secretos revelando os bastidores da diplomacia dos EUA, entre despachos e registros. A Casa Branca condenou a publicação dos dados, dizendo que o site colocava em risco a vida de americanos e aliados do país.
Após o vazamento histórico, o governo norte-americano pressionou o maior servidor do país, a Amazon Web Services, para interromper o acesso ao WikiLeaks e evitar outra divulgação de informações comprometedoras. A França também enviou um comunicado aos servidores do país, declarando que as empresas francesas não podem hospedar páginas da web consideradas criminosas em outros países.
A alta comissária da ONU ressaltou o fato de que o caso WikiLeaks deve ser resolvido nos tribunais. "Se Assange ou qualquer pessoa cometeu algum crime reconhecido, é à Justiça que ele deve ser levado", disse.
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Assange foi preso na última terça-feira (07), em Londres (Inglaterra), após se entregar às autoridades britânicas. O fundador do WikiLeaks foi acusado na Suécia de cometer crimes sexuais, e teve sua ordem de captura emitida pela Justiça sueca e pela Interpol. Além disso, o banco suíço PostFinance fechou a conta aberta pela organização para recebimento de doações, e as empresas de cartão de crédito Mastercard, Visa e Paypal anunciaram que bloqueariam os pagamentos.
Segundo o jornal Folha de S.Paulo , a comissária se disse preocupada com as tentativas de intimidação feitas ao site de Assange. "Se o WikiLeaks cometeu algum ato reconhecidamente ilegal, então isso deve ser abordado pelo sistema legal, não por pressão e intimidação a terceiros", afirmou. Para Navi, o caso expôs a necessidade de os países protegerem o direito ao compartilhamento de livre informações, como determina leis internacionais.
"Muito do que se publica poderia levantar uma questão fundamental para os direitos humanos: o equilíbrio entre a liberdade e informação e os interesses de segurança de um país. Esse é um equilíbrio difícil de encontrar, mas apenas tribunais e a lei podem dizer qual é esse equilíbrio", disse Navi, segundo informou O Estado de S. Paulo .
No final de novembro, o WikiLeaks divulgou mais de 250 mil documentos secretos revelando os bastidores da diplomacia dos EUA, entre despachos e registros. A Casa Branca condenou a publicação dos dados, dizendo que o site colocava em risco a vida de americanos e aliados do país.
Após o vazamento histórico, o governo norte-americano pressionou o maior servidor do país, a Amazon Web Services, para interromper o acesso ao WikiLeaks e evitar outra divulgação de informações comprometedoras. A França também enviou um comunicado aos servidores do país, declarando que as empresas francesas não podem hospedar páginas da web consideradas criminosas em outros países.
A alta comissária da ONU ressaltou o fato de que o caso WikiLeaks deve ser resolvido nos tribunais. "Se Assange ou qualquer pessoa cometeu algum crime reconhecido, é à Justiça que ele deve ser levado", disse.
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