ONU afirma que Israel violou direito internacional no assassinato de jornalista da Al Jazeera
Baseada em análise forense e depoimento de especialistas, Navi Pillay, integrante da Comissão Internacional Independente de Inquérito da Organização das Nações Unidas (ONU), emitiu um comunicado no dia 24 de outubro afirmando que a Força de Defesa Israelense (FDI) usou força letal sem justificativa e violou intencionalmente acordos internacionais de direitos humanos no caso da assassinato da jornalista Shireen Abu Akleh.
Atualizado em 26/10/2023 às 09:10, por
Redação Portal IMPRENSA.
Repórter da Al Jazeera e uma celebridade no mundo árabe, Abu Akleh morreu em maio de 2022 após ser baleada na cabeça enquanto cobria um ataque da FDI na cidade de Jenin, a terceira maior da Cisjordânia e importante centro de produção agrícola palestino. Crédito: Reprodução Manifestantes palestinos protestam contra assassinato de repórter da Al Jazeera que era celebridade no mundo árabe A comissão da ONU também afirmou ter identificado o soldado israelense que disparou contra a profissional de imprensa. Ele pertenceria à unidade Duvdevan da FDI, mas seu nome não foi divulgado.
Regras permissíveis
Em maio último, a FDI pediu desculpas pela morte de Abu Akleh. No ano passado, oficiais israelenses admitiram uma “grande possibilidade” de ela ter sido baleada por um soldado israelense.
Segundo a representante da ONU, a investigação apontou aumento nas operações das forças israelenses contra palestinos na Cisjordânia ocupada. Navi Pillay também disse que Israel tratou os ataques como militares, em vez de operações policiais. Isso implicaria na "aplicação de regras muito mais permissíveis" e na violação do direito internacional.
Em contrapartida, Israel alega agir dentro do direito internacional e que suas operações na região visam grupos armados que realizaram ou planeiam realizar ataques terroristas.





