ONGs do CE contestam jornalista que denunciou "extermínio de crianças"
Membros de entidades que conheceram Mikel Jensen afirmam que desconhecem casos de crianças sendo assassinadas por conta da Copa do Mundo.
Atualizado em 17/04/2014 às 16:04, por
Redação Portal IMPRENSA.
Crédito:Reprodução/Facebook Entidades negam denúncias do jornalista dinarmaquês
"Não sei qual foi a fonte dele, mas eu não conheço nenhum caso de extermínio", afirmou Adriano Ribeiro, diretor da ONG, em entrevista ao portal UOL. "Existem assassinatos, claro, mas por vários motivos. Eu não seria leviano em afirmar que há uma ação deliberada de extermínio por causa dos grandes eventos", acrescentou.
Jacinta Rodrigues, da ONG "Barraca da Amizade", conheceu Jensen em sua passagem por Fortaleza e o apresentou às condições das crianças de rua na cidade. "Quando a gente conversou, ele estava realmente assustado, revoltado com a desigualdade social. Para alguém que vem de onde ele vem, ver criança passando fome deve ser realmente muito chocante", afirmou.
Em entrevista ao canal dinamarquês TV2, na última quarta (16/4), o jornalista deu mais detalhes sobre o suposto extermínio. "Uma das minhas fontes tem contato diário com crianças de rua. Ele tem informações de duas crianças que viram quatro outras tomarem tiros quando estavam na rua. Duas delas morreram. E não, eu não vou dizer quem ele é porque ele corre risco de morrer. É uma coisa que muita gente sabe que acontece, mas ninguém ousa falar sobre isso."
Em seu desabafo na rede social, publicado na última segunda (14/4), o jornalista afirmou que o "sonho" de cobrir a Copa do Mundo se transformou em pesadelo após sua passagem pela capital cearense. "Eu não posso cobrir esse evento depois de saber que o preço da Copa não só é o mais alto da história em reais e centavos – também é um preço que eu estou convencido inclui vidas de crianças."





