ONGs afirmam que leis antiterroristas ferem liberdade de imprensa

As novas leis antiterroristas lançadas ao longo de 2015 por vários países restringem o acesso à informação e limitam o trabalho dos meios decomunicação.

Atualizado em 03/05/2016 às 18:05, por Redação Portal IMPRENSA.



Segundo o jornal O Globo , as organizações denunciaram mais uma vez os muitos casos de jornalistas atacados mundo afora apenas por fazerem seu trabalho. “Profissionais de comunicação e outras pessoas que expressam as suas ideias através de meios de comunicação tradicionais ou digitais sofreram perseguições, ameaças, detenções, sequestros, tortura e até morte”, afirmaram as organizações.

De acordo com as organizações, Egito, Turquia, México e Rússia são países onde a liberdade é cada vez mais restrita. Referiram também a França, citando "leis repressivas" após os atentados de Paris, em novembro de 2015.

O Egito tem, atualmente, 24 jornalistas presos, incluindo o fotojornalista Mahmoud Abu Zeid, que foi detido durante cobertura de protestos sob acusação de ligação com um grupo criminoso.

Segundo ranking da RSF, Eritreia, Coreia do Norte, Turcomenistão, Síria e China são os cinco países com maior ameaça à liberdade de imprensa.

O secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, também fez críticas à situação de perigo vivida por comunicadores e lembrou que “sociedades democráticas e direitos humanos dependem da liberdade de imprensa".

Já o presidente da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), Pierre Manigault, chamou atenção para os casos de abusos contra jornalistas que vem acontecendo na América Latina. “No Equador, o governo bloqueia o acesso à informação. Uma situação similar ocorre na Nicarágua, onde o governo ignora a Lei de Acesso, em vigor desde 2008, e pressiona jornalistas e meios através da distribuição discriminada da publicidade oficial”.

Números da RSF mostram que 65 jornalistas foram mortos exercendo a profissão e outros 40 profissionais de comunicação perderam as vidas em situações suspeitas em 2015.