ONG revela que 59 jornalistas morreram no exercício da profissão em 2010
ONG revela que 59 jornalistas morreram no exercício da profissão em 2010
| Divulgaçã o |
| Blaise Lempen, da PEC |
A organização não-governamental (ONG) Campanha Emblema de Imprensa (PEC, na sigla em inglês) revelou que 59 jornalistas morreram ao redor do mundo, durante o exercício da profissão, só no primeiro semestre de 2010. No ano anterior, o número de profissionais foi 53.
De acordo com a AFP, a América Latina registrou 24 mortes de jornalistas nos últimos seis meses, sendo recordista na categoria. A Ásia teve 14 mortes e a África, nove. Os dados da PEC também revelaram que o México é um dos países mais perigosos para se exercer o jornalismo, encabeçando a lista com nove profissionais de imprensa mortos.
Além do México, Honduras registrou oito mortes de jornalistas no período. Entre os asiáticos, destacaram-se - negativamente - Paquistão e Filipinas, com seis e quatro mortos no currículo. A Nigéria também aparece na lista, com quatro mortes de profissionais de comunicação.
A ONG explica que as causas das mortes variam. No México, os jornalistas seriam vítimas da guerra contra o narcotráfico. Em Honduras, pelos conflitos entre governo e oposição. O secretário-geral da PEC, Blaise Lempen, declarou que os profissionais de imprensa "estão muito expostos" em países que têm problemas internos. "Os governos e a comunidade internacional devem atuar com maior firmeza para impedir tais mortes e castigar os responsáveis", disse Lempen.
A PEC citou o caso do cronista esportivo brasileiro Clóvis Silva Aguiar, assassinado com um tiro na cabeça no Maranhão, e de dois repórteres franceses do canal France 3 sequestrados no Afeganistão.
A lista completa dos países e suas vítimas pode ser acessada através do da PEC.
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