ONG afirma que dois terços dos jornalistas africanos estão detidos sem acusação

ONG afirma que dois terços dos jornalistas africanos estão detidos sem acusação

Atualizado em 09/12/2008 às 14:12, por Redação Portal IMPRENSA.

Um relatório anual do Comitê de Proteção de Jornalistas (CPJ) - ONG americana de defesa da liberdade da imprensa - divulgado nesta terça-feira (9) mostra que dois terços dos 23 jornalistas encarcerados na África subsaariana até 1º de dezembro deste ano estão detidos sem nenhuma acusação.

Treze jornalistas continuam detidos na Eritréia, quarto país no mundo em prisões de jornalistas. "As autoridades do país se recusaram a revelar informações relativas aos lugares de detenção, ao estado de saúde ou ao estatuto jurídico dos jornalistas detidos há vários anos. Segundo informações não verificadas, pelo menos três destes jornalistas teriam sido mortos em detenção, mas o Governo recusa-se até a dizer se eles estão vivos ou mortos", explica a ONG.

Há ainda dois jornalistas da Eritréia presos em lugares não confirmados na Etiópia. Além disso, o Governo da Gâmbia recusou-se a fornecer qualquer informação sobre a detenção, em julho de 2006, do jornalista Ebrima Manneh, apesar de observadores internacionais apelarem às autoridades gambianas.

Em 2008, foram detidos 125 jornalistas no mundo, contra 123 em 2007. Pela primeira vez, o número de blogueiros e jornalistas que trabalham com Internet detidos ultrapassou a quantidade de profissionais de outros veículos de comunicação.

O documento informa que a China continua a ser a primeira nação em detenção de jornalistas pelo décimo ano consecutivo, seguida de Cuba, Birmânia, Eritréia e Uzbequistão. De acordo com a CPJ, atentado à segurança nacional como subversão, divulgação de segredos do Estado e atos contra os interesses nacionais são as acusações mais freqüentes usadas para deter os profissionais.

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