Ombudsman da "Folha" critica retirada de vídeo sobre ocupação de escolas em SP
A ombudsman da Folha de S.Paulo, Vera Guimarães Martins, questionou no último domingo (6/12) o fato de o jornal suspender um vídeo sobre adolescentes que ocuparam escolas estaduais em protesto contra a reorganização educacional do governo Geraldo Alckmin (PSDB-SP).
Atualizado em 07/12/2015 às 10:12, por
Redação Portal IMPRENSA.
S.Paulo , Vera Guimarães Martins, no último domingo (6/12) o fato de o jornal suspender um vídeo sobre adolescentes que ocuparam escolas estaduais em protesto contra a reorganização educacional do governo Geraldo Alckmin (PSDB-SP).
Crédito:Reprodução Ombudsman criticou jornal por tirar reportagem do ar
Em texto intitulado "Dois tropeços na mesma pedra", a jornalista diz que a "topada inicial" passou despercebida. Ela menciona o conteúdo sem equilíbrio, inclinado para o "lado certo", o dos simpatizantes do movimento.
"Produzido por trainees e editado em parceria com a equipe da TV Folha, o vídeo é uma sucessão de depoimentos de meninos e meninas extasiados com o protagonismo político recém-descoberto, cheios de entusiasmo juvenil, verdades absolutas e visões horizontais de mundo (quem não um dia?)", questiona.
Vera afirma que não há reportagem propriamente dita, não há apuração e nem espaço para o contraditório. "Espanta que tenha ido ao ar aquele jorro de acusações, afirmações e números sacados não se sabe de onde, apresentados sem exibição de qualquer evidência", avalia.
Para ela, o segundo tropeço ocorreu quando a redação suspendeu o vídeo e decidiu refazer a apuração "para enquadrá-la nos princípios editoriais do jornal". A ombudsman pondera que a iniciativa atropelou a premissa de não retirar conteúdo publicado, mas corrigi-lo ou atualizá-lo.
A retirada do vídeo ocorreu na manhã da última terça-feira (1/12), dia em que Alckmin almoçou no jornal. "Foi a deixa para eclodir a teoria conspiratória de que a decisão havia sido tomada por pressão política. Era elementar que isso iria acontecer", pondera.
Ao indagar se a coincidência entre a visita do governador e a retirada do vídeo não poderia denotar ao leitor uma subordinação à eventual pressão política, a jornalista recebeu um questionamento da Secretaria de Redação.
"Espera-se que a ombudsman esteja se referindo aos comentários mentirosos das redes sociais e não esteja insinuando que uma coisa tenha algo a ver com a outra. Seria desconhecer décadas de conduta editorial da Folha , que não cede a pressões –que, no caso, nem ocorreram.".
"A ombudsman não insinua nada, senhores. Ela cumpre o seu papel encaminhando à direção do jornal as dúvidas manifestadas pelos leitores, cujo teor, vale ressaltar, a Secretaria de Redação conhece perfeitamente, porque recebe cópia de cada mensagem", completa Vera.
Assista ao vídeo:
Crédito:Reprodução Ombudsman criticou jornal por tirar reportagem do ar
Em texto intitulado "Dois tropeços na mesma pedra", a jornalista diz que a "topada inicial" passou despercebida. Ela menciona o conteúdo sem equilíbrio, inclinado para o "lado certo", o dos simpatizantes do movimento.
"Produzido por trainees e editado em parceria com a equipe da TV Folha, o vídeo é uma sucessão de depoimentos de meninos e meninas extasiados com o protagonismo político recém-descoberto, cheios de entusiasmo juvenil, verdades absolutas e visões horizontais de mundo (quem não um dia?)", questiona.
Vera afirma que não há reportagem propriamente dita, não há apuração e nem espaço para o contraditório. "Espanta que tenha ido ao ar aquele jorro de acusações, afirmações e números sacados não se sabe de onde, apresentados sem exibição de qualquer evidência", avalia.
Para ela, o segundo tropeço ocorreu quando a redação suspendeu o vídeo e decidiu refazer a apuração "para enquadrá-la nos princípios editoriais do jornal". A ombudsman pondera que a iniciativa atropelou a premissa de não retirar conteúdo publicado, mas corrigi-lo ou atualizá-lo.
A retirada do vídeo ocorreu na manhã da última terça-feira (1/12), dia em que Alckmin almoçou no jornal. "Foi a deixa para eclodir a teoria conspiratória de que a decisão havia sido tomada por pressão política. Era elementar que isso iria acontecer", pondera.
Ao indagar se a coincidência entre a visita do governador e a retirada do vídeo não poderia denotar ao leitor uma subordinação à eventual pressão política, a jornalista recebeu um questionamento da Secretaria de Redação.
"Espera-se que a ombudsman esteja se referindo aos comentários mentirosos das redes sociais e não esteja insinuando que uma coisa tenha algo a ver com a outra. Seria desconhecer décadas de conduta editorial da Folha , que não cede a pressões –que, no caso, nem ocorreram.".
"A ombudsman não insinua nada, senhores. Ela cumpre o seu papel encaminhando à direção do jornal as dúvidas manifestadas pelos leitores, cujo teor, vale ressaltar, a Secretaria de Redação conhece perfeitamente, porque recebe cópia de cada mensagem", completa Vera.
Assista ao vídeo:
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