Olimpíadas fazem publicidade bater recorde na China

Olimpíadas fazem publicidade bater recorde na China

Atualizado em 04/08/2008 às 12:08, por Redação Portal IMPRENSA.

A Olimpíada de Pequim está estimulando aquela que será, possivelmente, a maior campanha publicitária da história. Os patrocinadores do evento estão investindo bilhões para terem suas marcas associadas ao ideal olímpico, muito valorizado pelo país. A intenção é perdurar nas mentes da nova geração de consumidores chineses mesmo após o término da competição.

O chefe da consultoria da mídia R3, Greg Paull, informou que todos os anunciantes na China gastaram 19% a mais este ano, em relação ao ano anterior, totalizando 54,3 bilhões de dólares, com um "efeito olímpico" de cerca de 8,6 bilhões de dólares em gastos extras.

Paull disse ainda que os patrocinadores olímpicos sozinhos gastarão 3,2 bilhões de dólares neste ano - um crescimento de 52% em relação a 2007. Para ele, as previsões de lucro são mais importante do que qualquer aspecto negativo que o país asiático possa ter com questões polêmicas como o Tibete e o Sudão. "Em escala global, não acho que haverá esse grau de investimento novamente", disse.

Segundo o empresário, os benefícios da R3, que conta com clientes como, Adidas, Yili e Grupo Lenovo, vão durar por vários anos após o término dos Jogos.

A marca alemã de artigos esportivos Adidas, um dos 11 patrocinadores dos Jogos Olímpicos de Pequim, espera que o evento ajude a empresa a superar a rival Nike - que patrocina atletas e equipes, mas não a Olimpíada - no mercado chinês neste ano. "Nossa campanha de marketing para a China é a maior que já fizemos em um único país", afirmou Erica Kerner, diretora do programa olímpico da Adidas. "Vemos o evento como uma plataforma de marketing que nos ajudará a chegar à liderança do mercado da China neste ano".

A Adidas prevê que a China se torne o segundo maior mercado do mundo até 2010, atrás apenas dos Estados Unidos.

Apesar das expectativas otimistas, organizadores e empresas ficaram preocupados com a imagem negativa que a China pode trazer, por conta da revolta no Tibete - no início deste ano e no mês passado, que causou protestos globais anti-China e levantou questões sobre um possível boicote.

Com informações da Reuters

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