Oh my God! Where is my identity? (Oh, Meu Deus! Onde está minha identidade?), por Caroline Grava e Olga Defavari , estudantes de Jornalismo do IMES - Universidade Municipal de São Caetano do Sul
Oh my God! Where is my identity? (Oh, Meu Deus! Onde está minha identidade?), por Caroline Grava e Olga Defavari , estudantes de Jornalismo do IMES - Universidade Municipal de São Caetano do Sul
Atualizado em 22/11/2005 às 11:11, por
por Caroline Grava e Olga Defavari.
"Nada existe de permanente a não ser a mudança", já pregou Heráclito, filósofo pré-socrático (540 a-C - 470 a-C). A mudança é inerente ao ser humano e ao meio em que ele vive. Adaptações e inclusões são sempre necessárias dentro de uma cultura para que ela evolua e não fique estagnada e esquecida.
Mas o que ocorre atualmente com a cultura nacional é algo alarmante: o uso em excesso de estrangeirismo. Isso, tanto na língua, como nos costumes, na maneira de se vestir e até mesmo se alimentar.
Preocupado com a penetração exagerada de termos estrangeiros, o atual presidente da Câmara dos Deputados, Aldo rebelo (PC do B) criou um projeto de lei para impedir o uso e incorporação de palavras em outro idioma à nossa cultura, a fim de preservar a língua nativa, o português.
"Não há lei que resolva isso. Não vejo utilidade nessa ação proibitiva. Parece-me mais um nacionalismo exagerado. Ou seria xenofobia?", questiona a mestre e professora de português da universidade Imes, Vilma Lemos. A professora completa: "Não vejo problemas que palavras de outros idiomas mesclem-se à língua nativa. Sempre aconteceu assim, na história dos povos: dominadores influenciando a língua dos vencidos. Eventualmente, os vencedores conseguiam se impor militarmente, mas não linguisticamente".
Assim como citou Vilma, vale salientar como exemplo o Império Romano, que ao invadir uma região, atacava na religião e na língua, dois elementos fundamentais para os derrotados. E , assim como antigamente, depende da resistência dos nativos aceitar a imposição cultural.
Grande parte do povo brasileiro, que mora afastada dos grandes centros, ainda é resistente ao que vem de fora. Mas isso se deve à falta de contato com a metrópole e com a mídia, porque a dominação está "exposta" ( e imposta) em todas esquinas.
Who is Saci? (Quem é o Saci?)
Quantas pessoas responderiam "sim" à pergunta: Você sabe qual é o dia do Folclore (aliás, palavra inglesa)? Talvez poucas. Mas, quantas afirmariam que dia 31 de outubro participariam de uma festa de "Halloween" (Dia das Bruxas)? Possivelmente, um número bem maior que a da pergunta anterior.
"É fácil notar que o brasileiro, desde sua fase colonial e, talvez pela forma de colonização que tivemos, - nossos colonizadores na época e durante muitos anos, se permitiam às influências da cultura francesa e, de certa forma imitava o comportamento social daquela cultura- sempre subestimamos o que tem origem nacional e valorizamos, mesmo sem grande conhecimento, as coisas que vêm de fora". Essa é a declaração de Mario Candido da Silva Filho, presidente da Sociedade dos Observadores de Saci, a Sosaci. Essa sociedade, que leva como emblema o Saci, reúne pessoas para exercitar o pensamento crítico em relação à cultura popular e em defesa da identidade cultural para reduzir o poder de influência negativa de culturas estrangeiras.
Passear no shopping. Almoçar hambúrguer no fast-food e tomar um sundae. Expressões e atos do cotidiano mudaram. Mudaram os hábitos. Mudou a língua. É importante refletir até que ponto as mudanças e "invasões" são benéficas, o quanto se perde e se ganha com isso. A língua caminha junto com todas vertentes da cultura. Se a sociedade e a cultura de uma nação forem valorizadas, a língua também será. O que não pode é deixar de lado a cultura nacional em detrimento de uma pregada pela chamada "elite brasileira".
"Um dos fatores que facilitam a penetração de comportamentos alienígenas é o econômico, principalmente quando supostas elites brasileiras facilitam as coisas ao considerar lindo, superior, civilizado certos comportamentos estrangeiros e demonstram vergonha e/ou preconceitos de conhecer e admirar as manifestações culturais nacionais", reflete Mario Candido.
Com o avanço tecnológico, o inglês tem assumido grande importância na fala, assim como o francês, em outros tempos, influenciou toda uma geração. A língua portuguesa e os costumes brasileiros não ficaram inertes às intensas transformações culturais no globo. Dentre benefícios e malefícios, é importante encontrar um limite. E claro, não se sentir um estrangeiro em sua própria pátria!
Mas o que ocorre atualmente com a cultura nacional é algo alarmante: o uso em excesso de estrangeirismo. Isso, tanto na língua, como nos costumes, na maneira de se vestir e até mesmo se alimentar.
Preocupado com a penetração exagerada de termos estrangeiros, o atual presidente da Câmara dos Deputados, Aldo rebelo (PC do B) criou um projeto de lei para impedir o uso e incorporação de palavras em outro idioma à nossa cultura, a fim de preservar a língua nativa, o português.
"Não há lei que resolva isso. Não vejo utilidade nessa ação proibitiva. Parece-me mais um nacionalismo exagerado. Ou seria xenofobia?", questiona a mestre e professora de português da universidade Imes, Vilma Lemos. A professora completa: "Não vejo problemas que palavras de outros idiomas mesclem-se à língua nativa. Sempre aconteceu assim, na história dos povos: dominadores influenciando a língua dos vencidos. Eventualmente, os vencedores conseguiam se impor militarmente, mas não linguisticamente".
Assim como citou Vilma, vale salientar como exemplo o Império Romano, que ao invadir uma região, atacava na religião e na língua, dois elementos fundamentais para os derrotados. E , assim como antigamente, depende da resistência dos nativos aceitar a imposição cultural.
Grande parte do povo brasileiro, que mora afastada dos grandes centros, ainda é resistente ao que vem de fora. Mas isso se deve à falta de contato com a metrópole e com a mídia, porque a dominação está "exposta" ( e imposta) em todas esquinas.
Who is Saci? (Quem é o Saci?)
Quantas pessoas responderiam "sim" à pergunta: Você sabe qual é o dia do Folclore (aliás, palavra inglesa)? Talvez poucas. Mas, quantas afirmariam que dia 31 de outubro participariam de uma festa de "Halloween" (Dia das Bruxas)? Possivelmente, um número bem maior que a da pergunta anterior.
"É fácil notar que o brasileiro, desde sua fase colonial e, talvez pela forma de colonização que tivemos, - nossos colonizadores na época e durante muitos anos, se permitiam às influências da cultura francesa e, de certa forma imitava o comportamento social daquela cultura- sempre subestimamos o que tem origem nacional e valorizamos, mesmo sem grande conhecimento, as coisas que vêm de fora". Essa é a declaração de Mario Candido da Silva Filho, presidente da Sociedade dos Observadores de Saci, a Sosaci. Essa sociedade, que leva como emblema o Saci, reúne pessoas para exercitar o pensamento crítico em relação à cultura popular e em defesa da identidade cultural para reduzir o poder de influência negativa de culturas estrangeiras.
Passear no shopping. Almoçar hambúrguer no fast-food e tomar um sundae. Expressões e atos do cotidiano mudaram. Mudaram os hábitos. Mudou a língua. É importante refletir até que ponto as mudanças e "invasões" são benéficas, o quanto se perde e se ganha com isso. A língua caminha junto com todas vertentes da cultura. Se a sociedade e a cultura de uma nação forem valorizadas, a língua também será. O que não pode é deixar de lado a cultura nacional em detrimento de uma pregada pela chamada "elite brasileira".
"Um dos fatores que facilitam a penetração de comportamentos alienígenas é o econômico, principalmente quando supostas elites brasileiras facilitam as coisas ao considerar lindo, superior, civilizado certos comportamentos estrangeiros e demonstram vergonha e/ou preconceitos de conhecer e admirar as manifestações culturais nacionais", reflete Mario Candido.
Com o avanço tecnológico, o inglês tem assumido grande importância na fala, assim como o francês, em outros tempos, influenciou toda uma geração. A língua portuguesa e os costumes brasileiros não ficaram inertes às intensas transformações culturais no globo. Dentre benefícios e malefícios, é importante encontrar um limite. E claro, não se sentir um estrangeiro em sua própria pátria!






