Oficiais do Exército de Israel ameaçam jornalistas que gravaram "conversa machista"
Repórteres da Rádio Militar Galei Tzahal e do Canal 2 foram ameaçados pelo ministro da Defesa, Ehud Barak, e pelo Chefe do Exército de Israel, o general Benny Gantz, após flagrarem uma conversa em que os oficiais faziam piadas sobre as mulheres do exército, noticia o .
Atualizado em 07/12/2011 às 11:12, por
Redação Portal IMPRENSA.
Eles tentaram impedir que um vídeo gravado da conversa fosse divulgado na mídia.
A conversa foi flagrada na última terça-feira (6), durante um exercício militar, no norte do País. Segundo o jornal, Gantz e Barak fizeram comentários em tom "jocoso" sobre soldados mulheres do exército, que, recentemente, suscitaram uma polêmica com o setor religioso por cantarem durante as missões.
No vídeo que foi gravado pelos repórteres, o ministro da Defesa pergunta: "Onde estão as meninas aqui do batalhão, da brigada e da divisão?". Gantz responde: "Elas cantam durante o intervalo. No tempo livre, elas começam a cantar".
O comandante da Brigada Golani, Ofek Buchris, se manifestou, afirmando que "não há problema para que elas cantem; se estiverem sozinhas, tudo bem". Barak continuou com a brincadeira. "Aqui está Dana, do Ministério de Comunicações, ela pode cantar sem uniforme". Buchris completou: "Se fizer sem uniforme, mas vestida, ainda estará tudo bem".
Quando perceberam que estavam sendo gravados, os oficiais investiram contra os jornalistas e fizeram ameaças caso divulgassem o material. "É da rádio do Exército? Isto não será divulgado. Embora seja a maior reportagem de tua vida, ela ficará em seu gravador", disse Barak ao repórter. Ao profissional do Canal 2, disparou: "Essa pode ser sua última reportagem e isso seria uma pena, como uma última guerra. Eu te prometo que essa será a última matéria que irá fazer".
Apesar da intimidação, o conteúdo foi divulgado e gerou protestos de políticos, que condenaram o "machismo" no Exército.
Em nota, uma porta-voz do Exército israelense afirmou que os comentários "foram feitos em tom jocoso, em uma conversa desprendida e nada mais. Lamentamos a interpretação que foi dada".
Com informações do
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A conversa foi flagrada na última terça-feira (6), durante um exercício militar, no norte do País. Segundo o jornal, Gantz e Barak fizeram comentários em tom "jocoso" sobre soldados mulheres do exército, que, recentemente, suscitaram uma polêmica com o setor religioso por cantarem durante as missões.
No vídeo que foi gravado pelos repórteres, o ministro da Defesa pergunta: "Onde estão as meninas aqui do batalhão, da brigada e da divisão?". Gantz responde: "Elas cantam durante o intervalo. No tempo livre, elas começam a cantar".
O comandante da Brigada Golani, Ofek Buchris, se manifestou, afirmando que "não há problema para que elas cantem; se estiverem sozinhas, tudo bem". Barak continuou com a brincadeira. "Aqui está Dana, do Ministério de Comunicações, ela pode cantar sem uniforme". Buchris completou: "Se fizer sem uniforme, mas vestida, ainda estará tudo bem".
Quando perceberam que estavam sendo gravados, os oficiais investiram contra os jornalistas e fizeram ameaças caso divulgassem o material. "É da rádio do Exército? Isto não será divulgado. Embora seja a maior reportagem de tua vida, ela ficará em seu gravador", disse Barak ao repórter. Ao profissional do Canal 2, disparou: "Essa pode ser sua última reportagem e isso seria uma pena, como uma última guerra. Eu te prometo que essa será a última matéria que irá fazer".
Apesar da intimidação, o conteúdo foi divulgado e gerou protestos de políticos, que condenaram o "machismo" no Exército.
Em nota, uma porta-voz do Exército israelense afirmou que os comentários "foram feitos em tom jocoso, em uma conversa desprendida e nada mais. Lamentamos a interpretação que foi dada".
Com informações do
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