OAB e Comissão Arns promovem debate sobre erosão da liberdade de expressão no Brasil

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)  e a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns realizam nesta quinta-feira (8 de julho), às 10h do horário de Brasília (15h horário de Genebra), um evento paralelo na 47ª Sessão no Conselho de Direitos Humanos da ONU.

Atualizado em 06/07/2021 às 17:07, por Redação Portal IMPRENSA.

Brasil (OAB) e a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns realizam nesta quinta-feira (8 de julho), às 10h do horário de Brasília (15h horário de Genebra), um evento paralelo na 47ª Sessão no Conselho de Direitos Humanos da ONU.
Com o tema “A erosão da liberdade de expressão no Brasil”, o evento terá entre os convidados personalidades atacadas nas redes sociais por criticar o governo do presidente Jair Bolsonaro, dentre elas Patrícia Campos Mello, repórter e colunista da Folha de S.Paulo e o youtuber e empresário Felipe Neto. Completam o quadro Pierpaolo Cruz Bottini, advogado, professor livre docente de Direito da USP e coordenador do Observatório da Liberdade de Imprensa da OAB Nacional, e o escritor Paulo Coelho. Crédito:Reprodução
O evento também contará com falas de José Carlos Dias, ex-ministro da Justiça do governo FHC e presidente da Comissão Arns, e Felipe Santa Cruz, advogado e presidente da OAB. A mediação será feita pela jornalista Laura Greenhalgh, diretora executiva e membro fundadora da Comissão Arns. O evento será online e transmitido ao vivo pelo canal de YouTube da OAB Nacional e no Facebook da Comissão Arns.
A OAB e a Comissão Arns também fizeram um pronunciamento no dia 2 de julho, durante a programação da 47ª Sessão no Conselho de Direitos Humanos. Na ocasião as entidades foram representadas por Claudia Costin, membro fundadora da Comissão Arns e ex-ministra de Administração e Reforma do Estado do governo Fernando Henrique Cardoso. Ela alertou a comunidade internacional sobre intimidações a profissionais da imprensa e tentativas de criminalização de opositores políticos do governo Bolsonaro.
Perseguido por alerta sobre cloroquina

“O direito à liberdade de expressão do Brasil, obtido a muitas custas, está sob ataque. Profissionais da impressa são intimidados, opositores políticos são ameaçados e criminalizados sob a Lei de Segurança Nacional”, disse Costin no seu pronunciamento.
Em 2020, de acordo com dados da Federação Nacional de Jornalistas, foram 428 ataques verbais e ameaças direcionados a jornalistas e 41% destes partiu do próprio presidente da República Jair Bolsonaro.
Em sua fala, Costin citou o caso de Marcus Lacerda, membro da Fundação Oswaldo Cruz e alvo de investigação do Ministério Público por ter publicado um artigo alertando sobre os riscos de administrar cloroquina a pacientes com covid-19.