O valor da liberdade
O valor da liberdade
Atualizado em 09/11/2009 às 16:11, por
Os Editores e revista IMPRENSA.
Nenhuma outra razão levaria IMPRENSA a estampar a capa com o tradicional selo do jornal O Estado de S. Paulo junto da pergunta "Ex-livre?", em alusão ao Ex-libris do centenário periódico, não fosse a convicção de que se não totalmente livre, o noticiário não é livre de fato. Não existe meia liberdade. A capa de IMPRENSA é alerta, protesto e constatação. Alerta contra as novas formas de interferência nos direitos de livre expressão e liberdade de imprensa. Protesta contra as arbitrariedades que nascem do tinteiro da justiça. E constata que nem mesmo o Estado Democrático de Direito nos tem garantido o exercício pleno da atividade jornalística.
Desde julho, o jornal O Estado de S. Paulo sofre uma censura prévia movida por Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney, a proibir toda e qualquer referência jornalística à operação Boi Barrica. Sentença similar foi proferida contra o jornal A Tarde, de Salvador (BA), em que se proibiu referência a certo desembargador acusado de corrupção. Outros casos se multiplicam de norte a sul do país, revelando que nem sempre a justiça está do lado do que é justo. Desde antes da revogação da Lei de Imprensa, casos como esses impedem o livre e pleno exercício do verdadeiro jornalismo, o que entende ser o interesse público maior que os privados. No vácuo de instrumentos jurídicos claros, o que se espera é um amadurecimento da imprensa, dos poderes constituídos e do Judiciário para que os limites éticos sejam respeitados e a população, informada.
Leia a matéria completa na edição 251 de IMPRENSA






