O talento musical de Wado e as palestras motivacionais de Juliano Matos
Música, Alagoas e Camelo Crédito:Divulgação Ele é considerado pela crítica um dos maiores compositores dos anos 2000. Dentro e forado Brasil, seus shows têm sempre ingressos esgotados.
Atualizado em 06/08/2013 às 16:08, por
Redação Portal IMPRENSA.
Ele é considerado pela crítica um dos maiores compositores dos anos 2000. Dentro e fora do Brasil, seus shows têm sempre ingressos esgotados. Tem entre fãs o casal Marcelo Camelo e Mallu Magalhães – o ex-Hermano, aliás, é quem assina a produção do seu último álbum, lançado exclusivamente por streaming, “Vazio Tropical”. O nome dele é Oswaldo Schlickmann, mas pode chamar de Wado.
Descendente de alemães e nascido em Florianópolis, Wado se mudou para Maceió aos oito anos. Com 17 já cursava jornalismo na Universidade Federal de Alagoas. No terceiro ano, percebeu que não gostava mais do curso, mas decidiu se formar. Em 2001, lançou seu primeiro álbum, “Manifesto da Arte Periférica”, que despertou o interesse da mídia. Após algumas turnês, Wado foi trabalhar no Gazeta de Alagoas como diagramador e cobriu férias no caderno de cultura por quase três anos. “Eu gosto de escrever, mas o ritmo de jornal é difícil para ter qualidade. E gosto da coisa do repórter, que é o conceito de reportar, a ausência de ego”, diz.
Em 2011 lançou seu sexto álbum, “Samba 808”, divisor na carreira: a faixa “Com a Ponta dos Dedos” foi eleita em 2012 a música do ano pelo VMB da MTV. Mesmo com os ventos soprando a favor da música, Wado segue com um pé no jornalismo. Atualmente cuida da diagramação de 15 livros da editora da Universidade Federal de Alagoas.
Boas notícias
Crédito:Divulgação Com apenas 9 anos, Juliano Matos já falava no microfone da rádio de sua cidade natal, Cardoso (SP). A motivação era bastante especial. “Meu pai era alcoólatra, quebrava tudo em casa. Eu entrava ao vivo para dizer que o amava e pedir que ele mudasse”, conta. Nasceria ali a paixão pelo rádio. Aos 14, o garoto precoce já tinha seu próprio programa e, aos 15, o próprio jornal na rádio local. Mais tarde, cursaria jornalismo na vizinha Votuporanga.
Para pagar a faculdade, entregava jornais em uma bicicleta cargueira. O primeiro emprego foi na TV universitária. O segundo, na TV TEM, afiliada da TV Globo em Bauru e região. Transferiu-se para a EPTV, afiliada global em São Carlos, onde, por seis anos, foi editor e apresentador de telejornal. Em 2011, deixou o jornalismo e abriu uma empresa para ser palestrante profissional. “Por conta do meu passado de superação, sempre me convidavam para contar minha história.” Hoje, estima mais de 25 mil ouvintes em cerca de 50 palestras, para empresas, entidades e secretarias de educação. “Não ensino ninguém a vender ou ganhar dinheiro, mas a enxergar a vida além do que os olhos veem.” Autor dos livros “Boas Notícias” e “Boas Notícias 2”, Matos deixa uma dica de carreira: “Você não pode perder o foco no ‘bolo de chocolate’, que é seu sonho. Vão te oferecer doces aparentemente deliciosos, mas que não se comparam com o ‘bolo de chocolate’”. A próxima etapa do “bolo” de Matos é voltar um dia à telinha. “Para aplicar na TV tudo o que aprendi.”






