O talento de Viviane Kulczynski para moda e a rotina do jornalista-advogado-ilusionista

Na passarela Crédito:Arquivo Pessoal Viviane Kulczynski fez vestibular com 17 anos e se considerava uma idealista, daquelas que achava que mudaria o mundo e poderia exercer algum tipo de influência positiva na vida das pessoas.

Atualizado em 16/09/2014 às 11:09, por Redação Portal IMPRENSA.

Kulczynski fez vestibular com 17 anos e se considerava uma idealista, daquelas que achava que mudaria o mundo e poderia exercer algum tipo de influência positiva na vida das pessoas. Ela via no jornalismo uma poderosa ferramenta de transformação social. “No dia a dia da redação, percebi o tanto de utópico que havia nisso”, conta.

Em 2010, Viviane era editora do “Metrópole”, de O Estado de S.Paulo, e engravidou. “Ao longo da licença-maternidade, tive certeza de que não teria como voltar ao velho ritmo de fechamento”. Como queria criar e fazer roupas para a filha Manuela (hoje com quatro anos), ela foi aprender a costurar e, a partir daí, começou uma relação mais estreita com a moda. “Quando mudei para Brasília, ainda tentei fazer alguns trabalhos como jornalista, fui editora-chefe da Veja Brasília. Mas, a vontade de trabalhar com moda só aumentava e eu resolvi priorizar isso”, diz.


Além de fazer pós-graduação em design de moda, Viviane estudou modelagem e aprofundou outras técnicas de costura. Hoje, vive exclusivamente para isso, tanto que criou seu próprio atelier. “O mais engraçado é que, como editora no Estadão, editei vários anos a cobertura do São Paulo Fashion Week e do Fashion Rio. Sempre fui credenciada para os eventos, mas a rotina nunca permitiu que os acompanhasse”.


Depois de quase vinte anos como jornalista, a estreia dela “do outro lado do balcão” foi em agosto, quando desfilou sua primeira coleção no Capital Fashion Week, no CCBB da capital federal.


Três em um


Crédito:Divulgação

No colégio, o carioca Fernando Dantas participava assiduamente do grêmio estudantil. Lá, cuidava da edição de jornais e da Rádio FM, que ia ao ar para os estudantes durante o intervalo. O caminho para o jornalismo foi inevitável, apesar do sonho de sua mãe de ver o filho cursar medicina.

Morando no Ceará desde os sete anos, certa vez recebeu um primo carioca e o levou para passear. Em vez de curtir o mar, pegou um ônibus e foi até uma emissora próxima e, na cara e na coragem, disse que queria ser locutor. Assim começou sua carreira, que também passou por filiadas e retransmissoras de grandes emissoras de televisão, como Globo, Cultura e Record, entre outros veículos.


Ainda na época do vestibular, encontrou uma ligação entre o jornalismo e o direito, e resolveu prestar os dois cursos. Aprovado em ambos, fez malabarismos para conciliar a jornada dupla. “Pela manhã eu trabalhava como supervisor de eventos de um clube, a tarde fazia jornalismo e à noite direito”.


Mesmo com a agenda lotada, ainda encontra uma brecha para um hobby antigo, o ilusionismo. E foi graças ao jornalismo, ao fazer uma pauta sobre mágicos cearenses, que criou o Núcleo de Amigos Mágicos do Ceará (Nuamac), que reúne pessoas das mais diversas profissões. “Realizamos shows beneficentes para crianças carentes, doentes e idosos. A mágica é uma forma de levar alegria ao próximo por meio da arte”.