“O sindicalismo no ABC está muito diferente dos tempos do Lula”, diz diretor do "Diário do Grande ABC"
O Diário do Grande ABC completou 15 mil edições na última quarta-feira (21/3). O periódico completará 54 anos em maio e é reconhecido como parte da história regional.
Atualizado em 22/03/2012 às 17:03, por
Luiz Gustavo Pacete.
“Os fundadores investiram forte e aproveitaram o bom momento econômico da região”, conta o jornalista e historiador Ademir Medici, há 37 anos no veículo.
Em 11 de maio de 1968, o Diário deixou de ser semanal para ser impresso diariamente. Em sua história estão o apoio a diversas manifestações e movimentos populares regionais e a cobertura intensa dos movimentos sindicais, além da chegada de Lula à presidência.
Sérgio Vieira
À IMPRENSA, Sérgio Vieira, diretor de redação do Diário do Grande ABC , falou sobre as mudanças no perfil dos movimentos sindicais e o desafio da cobertura regional que envolve sete cidades.
IMPRENSA – O que o Diário do Grande ABC representa para a região? Sérgio Vieira – Talvez uma das instituições mais importantes do Grande ABC. Segue como líder, mas também como um veículo que é muito ouvido, repercutido e lido. Sabemos da nossa responsabilidade e a importância do nosso papel na história da região ao longo desses 54 anos.
Como foi acompanhar de forma tão próxima os movimentos sindicais? O Diário acompanhou de perto os movimentos sindicalistas. Nas nossas páginas foi possível acompanhar o que acontecia nessa efervescência política. Também acredito, que nas nossas páginas foram bem contempladas as histórias envolvendo um torneiro mecânico que tornou-se presidente.
O que mudou nos movimentos sindicais de hoje comparados à era Lula? O perfil econômico de toda a região mudou. Hoje, como boa parte do país, a região vem sofrendo com o processo de desindustrialização. Tem também a diversificação econômica que foi mudando o estilo dos sindicatos. O movimento sindical se reinventou. A linguagem é outra, as lutas são outras. O tipo de sindicalismo feito hoje é bem diferente da década de 1980 na era Lula.
Quais são as reivindicações atuais? Se antes os trabalhadores brigavam por liberdade, por dar voz ao trabalhador, hoje eles brigam pela manutenção de vagas, pela diminuição da carga de trabalho e por defender a indústria nacional. Sem dúvida, o perfil sindicalista é outro.
Qual a relação do veículo com as prefeituras? Tentamos manter uma relação de respeito, independência e transparência com as sete prefeituras. Nossa política é defender o público leitor. No momento que entendemos que precisamos mostrar os problemas da administração, vamos mostrar; na hora em que precisamos prestar serviço, vamos prestar, mas sempre com independência e respeito.
O que muda na dinâmica quando vocês precisam cobrir sete cidades? Estamos próximos à realidade do leitor dessas sete cidades. Tentamos mostrar o problema que ele vive diariamente e mostrar também as soluções. O leitor espera isso da gente. No campo político, nosso desafio é mostrar como se constroem as alianças. Não apenas repetir o discurso político oficial, mas o que está por tás de qualquer tipo de negociação para uma coalizão.
De que maneira vocês estão posicionados na produção de conteúdo digital? Temos crescido significativamente no nosso site. Percebemos isso quando temos alguma informação de prestação de serviço, um acidente ou um congestionamento. Nessas oportunidades, percebemos a audiência do portal. Conversamos bastante com nossos repórteres sobre essas mudanças. O leitor quer ter a informação imediata pela internet e no dia seguinte receber algo mais aprofundado. Também estamos nos preparando para lançar nossa Web TV para trazer o noticiário em vídeo.

Em 11 de maio de 1968, o Diário deixou de ser semanal para ser impresso diariamente. Em sua história estão o apoio a diversas manifestações e movimentos populares regionais e a cobertura intensa dos movimentos sindicais, além da chegada de Lula à presidência.
Sérgio Vieira
À IMPRENSA, Sérgio Vieira, diretor de redação do Diário do Grande ABC , falou sobre as mudanças no perfil dos movimentos sindicais e o desafio da cobertura regional que envolve sete cidades.
IMPRENSA – O que o Diário do Grande ABC representa para a região? Sérgio Vieira – Talvez uma das instituições mais importantes do Grande ABC. Segue como líder, mas também como um veículo que é muito ouvido, repercutido e lido. Sabemos da nossa responsabilidade e a importância do nosso papel na história da região ao longo desses 54 anos.
Como foi acompanhar de forma tão próxima os movimentos sindicais? O Diário acompanhou de perto os movimentos sindicalistas. Nas nossas páginas foi possível acompanhar o que acontecia nessa efervescência política. Também acredito, que nas nossas páginas foram bem contempladas as histórias envolvendo um torneiro mecânico que tornou-se presidente.
O que mudou nos movimentos sindicais de hoje comparados à era Lula? O perfil econômico de toda a região mudou. Hoje, como boa parte do país, a região vem sofrendo com o processo de desindustrialização. Tem também a diversificação econômica que foi mudando o estilo dos sindicatos. O movimento sindical se reinventou. A linguagem é outra, as lutas são outras. O tipo de sindicalismo feito hoje é bem diferente da década de 1980 na era Lula.
Quais são as reivindicações atuais? Se antes os trabalhadores brigavam por liberdade, por dar voz ao trabalhador, hoje eles brigam pela manutenção de vagas, pela diminuição da carga de trabalho e por defender a indústria nacional. Sem dúvida, o perfil sindicalista é outro.
Qual a relação do veículo com as prefeituras? Tentamos manter uma relação de respeito, independência e transparência com as sete prefeituras. Nossa política é defender o público leitor. No momento que entendemos que precisamos mostrar os problemas da administração, vamos mostrar; na hora em que precisamos prestar serviço, vamos prestar, mas sempre com independência e respeito.
O que muda na dinâmica quando vocês precisam cobrir sete cidades? Estamos próximos à realidade do leitor dessas sete cidades. Tentamos mostrar o problema que ele vive diariamente e mostrar também as soluções. O leitor espera isso da gente. No campo político, nosso desafio é mostrar como se constroem as alianças. Não apenas repetir o discurso político oficial, mas o que está por tás de qualquer tipo de negociação para uma coalizão.
De que maneira vocês estão posicionados na produção de conteúdo digital? Temos crescido significativamente no nosso site. Percebemos isso quando temos alguma informação de prestação de serviço, um acidente ou um congestionamento. Nessas oportunidades, percebemos a audiência do portal. Conversamos bastante com nossos repórteres sobre essas mudanças. O leitor quer ter a informação imediata pela internet e no dia seguinte receber algo mais aprofundado. Também estamos nos preparando para lançar nossa Web TV para trazer o noticiário em vídeo.






