O senhor editor | Por Giandrea Frítoli /UNIP
O senhor editor | Por Giandrea Frítoli /UNIP
Atualizado em 27/10/2005 às 09:10, por
Por: Giandrea Frítoli e estudante de jornalismo da Universidade Paulista.
Na redação da Revista Imprensa, entre uma matéria e outra, o Jornalista Pedro Venceslau, 29 anos, Editor da Revista e do Portal Imprensa, formado há 5 anos pela PUC/SP, recebeu a repórter Giandrea Frítoli para uma conversa descontraída sobre sua vida e profissão, revelando-nos seus projetos , como é a Revista Imprensa. E mais: como é a vida de um estagiário. Acompanhe.
Giandrea Frítoli - Pedro, você já escreveu ou tem algum projeto de escrever algum livro? A qual respeito?
Pedro Venceslau - Até agora não tive tempo de escrever nenhum livro, mas tenho um projeto de escrever a biografia do meu pai, Paulo de Tarso Venceslau, que foi um guerrilheiro da Aliança Libertadora Nacional (ALN). O meu pai participou do seqüestro do embaixador dos EUA Charles Elbrick em 4 de setembro de 1969, no Rio de Janeiro. Meu pai também foi um militante do PT.
Giandrea- Em quais veículos você já trabalhou?
Pedro - O Estado de S.Paulo , Notícias Populares e Revista Imprensa.
Giandrea - Há quanto tempo trabalha na Revista Imprensa?
Pedro - T rabalho há 5 anos
Giandrea- Como é a sua rotina na Revista?
Pedro - Na parte da manhã, até a hora do almoço atualizo o site (o Portal Imprensa) e depois cuido da parte de fechamento de matérias para as respectivas edições.
Acredito que não existe rotina, porque dependendo da época do mês é mais puxado, e um pouco mais leve, mas no geral é mais puxado.
Giandrea - Além da Revista Imprensa, você já realizou ou realiza trabalhos na área?
Pedro - Às vezes faço Assessoria para a UNE, Free Lance para outras revistas, editoração para a revista da UNE, mas ultimamente não estou com tempo.
Giandrea - Há neutralidade e imparcialidade no Jornalismo?
Pedro - Não existe neutralidade no Jornalismo. Os veículos têm posições, isso é legítimo desde que essas posições fiquem claras e que os veículos deixem claro que estão posicionando Quem se diz neutro ou imparcial é hipócrita.
Giandrea - Nos veículos que você trabalhos, quais foram suas funções?
Pedro - Na NP, trabalhei no caderno de esportes, no Estadão, comecei como pesquisa, no Jornal do Carro, mas ainda como estagiário. Fiz matérias para a Folha como Free Lance.
Giandrea - Como era o estágio na época da faculdade?
Pedro - Era como é hoje. Não existe estágio fácil. O estagiário é incorporado na redação como se fosse um repórter. Aqui na revista, a gente respeita a diferença entre repórter e estagiário. Os estagiários estão sempre acompanhando os repórteres e trabalham meio período Os repórteres, em período integral. Na época que eu trabalhava como estagiário, no "NP", eu trabalhava 12horas por dia e no final de semana ainda fazia plantão. A única diferença é que eu não assinava as matérias. Eu trabalhava tanto quanto um repórter, só que ganhava R$250 reais por mês e sem direito a ticket , sem direito a nada.
A tendência é que os estagiários sejam cada vez mais explorados, porque as redações estão cada vez mais enxutas. Estagiário é uma mão-de-obra barata. Geralmente, quando um estagiário está para se formar , "tchau e benção" . E contratam outro estagiário.
É importante entender bem a diferença entre estagiário e um repórter, porque se o estagiário não tiver o lugar dele delimitado dentro da redação, ele vai ocupar o lugar de um repórter. A qualidade vai cair, porque o estagiário ainda não está formado.
Mas no período em que eu trabalhava na Folha , não tinha diferença nenhuma.
Giandrea - É possível existir ética no Jornalismo em tempos de crise?
Pedro - Não existe ética para o Jornalismo que seja diferente da ética de qualquer outra pessoa. O jornalista não tem uma ética própria. A ética do jornalista é a mesma do marceneiro, como dizia Cláudio Abramo.
O leitor sabe o que ele vai encontrar em um jornal que ele lê. Ele sabe diferenciar os exageros , ou melhor, o joio do trigo.
Giandrea - Como é a Revista Imprensa?
Pedro - Hoje, a revista é fonte de discussão interminável dentro de uma sala de aula. Ela quebra mitos, mostra o caminho das pedras quando o estudante de jornalismo se forma. Fala sobre o mercado de trabalho, a própria realidade da profissão, mostra como os jornalistas são explorados hoje no mercado de trabalho,abrindo também espaço para publicar os textos dos alunos de comunicação, na seção Focas.
Giandrea Frítoli - Pedro, você já escreveu ou tem algum projeto de escrever algum livro? A qual respeito?
Pedro Venceslau - Até agora não tive tempo de escrever nenhum livro, mas tenho um projeto de escrever a biografia do meu pai, Paulo de Tarso Venceslau, que foi um guerrilheiro da Aliança Libertadora Nacional (ALN). O meu pai participou do seqüestro do embaixador dos EUA Charles Elbrick em 4 de setembro de 1969, no Rio de Janeiro. Meu pai também foi um militante do PT.
Giandrea- Em quais veículos você já trabalhou?
Pedro - O Estado de S.Paulo , Notícias Populares e Revista Imprensa.
Giandrea - Há quanto tempo trabalha na Revista Imprensa?
Pedro - T rabalho há 5 anos
Giandrea- Como é a sua rotina na Revista?
Pedro - Na parte da manhã, até a hora do almoço atualizo o site (o Portal Imprensa) e depois cuido da parte de fechamento de matérias para as respectivas edições.
Acredito que não existe rotina, porque dependendo da época do mês é mais puxado, e um pouco mais leve, mas no geral é mais puxado.
Giandrea - Além da Revista Imprensa, você já realizou ou realiza trabalhos na área?
Pedro - Às vezes faço Assessoria para a UNE, Free Lance para outras revistas, editoração para a revista da UNE, mas ultimamente não estou com tempo.
Giandrea - Há neutralidade e imparcialidade no Jornalismo?
Pedro - Não existe neutralidade no Jornalismo. Os veículos têm posições, isso é legítimo desde que essas posições fiquem claras e que os veículos deixem claro que estão posicionando Quem se diz neutro ou imparcial é hipócrita.
Giandrea - Nos veículos que você trabalhos, quais foram suas funções?
Pedro - Na NP, trabalhei no caderno de esportes, no Estadão, comecei como pesquisa, no Jornal do Carro, mas ainda como estagiário. Fiz matérias para a Folha como Free Lance.
Giandrea - Como era o estágio na época da faculdade?
Pedro - Era como é hoje. Não existe estágio fácil. O estagiário é incorporado na redação como se fosse um repórter. Aqui na revista, a gente respeita a diferença entre repórter e estagiário. Os estagiários estão sempre acompanhando os repórteres e trabalham meio período Os repórteres, em período integral. Na época que eu trabalhava como estagiário, no "NP", eu trabalhava 12horas por dia e no final de semana ainda fazia plantão. A única diferença é que eu não assinava as matérias. Eu trabalhava tanto quanto um repórter, só que ganhava R$250 reais por mês e sem direito a ticket , sem direito a nada.
A tendência é que os estagiários sejam cada vez mais explorados, porque as redações estão cada vez mais enxutas. Estagiário é uma mão-de-obra barata. Geralmente, quando um estagiário está para se formar , "tchau e benção" . E contratam outro estagiário.
É importante entender bem a diferença entre estagiário e um repórter, porque se o estagiário não tiver o lugar dele delimitado dentro da redação, ele vai ocupar o lugar de um repórter. A qualidade vai cair, porque o estagiário ainda não está formado.
Mas no período em que eu trabalhava na Folha , não tinha diferença nenhuma.
Giandrea - É possível existir ética no Jornalismo em tempos de crise?
Pedro - Não existe ética para o Jornalismo que seja diferente da ética de qualquer outra pessoa. O jornalista não tem uma ética própria. A ética do jornalista é a mesma do marceneiro, como dizia Cláudio Abramo.
O leitor sabe o que ele vai encontrar em um jornal que ele lê. Ele sabe diferenciar os exageros , ou melhor, o joio do trigo.
Giandrea - Como é a Revista Imprensa?
Pedro - Hoje, a revista é fonte de discussão interminável dentro de uma sala de aula. Ela quebra mitos, mostra o caminho das pedras quando o estudante de jornalismo se forma. Fala sobre o mercado de trabalho, a própria realidade da profissão, mostra como os jornalistas são explorados hoje no mercado de trabalho,abrindo também espaço para publicar os textos dos alunos de comunicação, na seção Focas.






