“O secretismo institucional corrompe", diz Julian Assange

Em entrevista ao jornal El País, o jornalista e fundador do WIkileaks, Julian Assange, asilado na embaixada do Equador em Londres desde 2012, comentou sobre o vazamento histórico de documentos diplomáticos, que completa cinco anos em 2015.

Atualizado em 01/12/2015 às 11:12, por Redação Portal IMPRENSA.

País , o jornalista e fundador do WIkileaks, , asilado na embaixada do Equador em Londres desde 2012, comentou sobre o vazamento histórico de documentos diplomáticos, que completa cinco anos em 2015.
Crédito:Wikimedia commons Jornalista denuncia secretismo institucional no mundo
Assange foge de uma extradição à Suécia, onde seria interrogado por quatro acusações de assédio sexual e estupro. O prazo para depor já prescreveu. Apenas a última acusação se mantém. O limite para interrogá-lo acaba em 17 de agosto de 2020.
O jornalista australiano atribui a expansão do WikiLeaks a algumas vitórias jurídicas e a um esforço tecnológico.“A vigilância na Internet está se tornando uma ameaça potencial para a civilização, como consequência de sua ameaça global à democracia”, disse.
O fundador do WikiLeaks afirma que a maioria das interceptações da Agência de Segurança Nacional (NSA) vêm de sua cooperação com o Google, Facebook e outras grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos.
“O secretismo institucional corrompe. Os incompetentes também adoram o secretismo. As agências nacionais de inteligência são burocráticas, corruptas e incompetentes. E por isso no intercâmbio de golpes para ver quem levaria Edward Snowden de Hong Kong – seria levado por nós a um local de asilo, ou pela NSA, CIA, ou Departamento de Justiça dos Estados Unidos a uma prisão? – ganhamos”, acrescentou.