“O profissionalismo supera qualquer preconceito”, diz Catia Seabra, da Folha
Responsável pela cobertura política em um cenário majoritariamente masculino, a repórter especial da Folha de S.Paulo em Brasília, Catia Seabra, diz não temer sexismos.
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Crédito:Divulgação Catia SeabraGanhadora do prêmio Esso em 2011 pela série de reportagens "O patrimônio e as consultorias que derrubaram Palocci", ao lado dos colegas Andreza Matais e José Ernesto Credendio, a repórter conta que, principalmente na política, é de extrema importância o bom relacionamento com as fontes. “Você tem que mostrar um trabalho de responsabilidade, seriedade, lealdade com a fonte, daí você consegue ampliar seu espaço”.
A aparente vantagem dos repórteres do sexo masculino na editoria de política também é algo discutível para a jornalista. Mesmo porque cada vez mais as mulheres estão assumindo cargos políticos. “As coisas estão mudando. Temos uma presidente no poder, além de diversos ministérios importantes serem representados também por mulheres”. Na cartilha de “sobrevivência” da repórter na editoria de política, uma postura de seriedade é fundamental. “É preciso deixar muito bem delimitado seu lado profissional e não permitir gracinhas”.
Catia leva a lição tão a sério que, por vezes, sente que criou uma certa couraça, tornando-se mais “durona” com o ofício de cobrir política. Ela que trabalha na área desde 1992, teve como principais destaques de 2012 a cobertura da CPI de Carlos Cachoeira, em que obteve uma entrevista exclusiva com Andressa Morais, esposa do bicheiro. A repórter também trabalhou no julgamento do Mensalão, bem como nas eleições municipais em São Paulo.






