"O Povo" assedia jornalistas que protestaram contra reajuste salarial baixo, diz sindicato
Profissionais participaram do ato "Reajuste Pão com Ovo", contra o "aumento" salarial de R$ 4,26 por dia ofertado pelos patrões
Atualizado em 23/02/2015 às 10:02, por
Redação Portal IMPRENSA.
O Sindicato dos Jornalistas no Ceará (Sindjorce) informou que o jornal O Povo está constrangendo jornalistas que participaram do ato "Reajuste Pão com Ovo", realizado na frente da empresa contra o "aumento" salarial de R$ 4,26 por dia ofertado pelos patrões.
Crédito:Reprodução/Sindijorce Jornalistas foram assediados por diretores do jornal após participarem de ato por melhores salários
De acordo com a entidade, os profissionais mais afetados são aqueles de "confiança" da empresa, entre eles, editores que ocuparam a calçada do jornal, onde ocorria uma manifestação da Campanha Salarial dos "Lampadinhas", mascotes que simbolizam o trabalho dos jornalistas.
"Disseram àqueles que têm possibilidade de ascensão dentro da empresa que não é 'recomendável' participar de movimentos contra o jornal ", informou um jornalista, que não foi identificado. "Como pode o jornal fazer isso?", disse um editor que participou do protesto.
O diretor de Ação Sindical do Sindjorce, Evilázio Bezerra, avalia que os assédios foram gerados pela insatisfação do jornal com o engajamento dos jornalistas na Campanha Salarial da categoria. Para ele, a direção de O Povo se dirige aos jornalistas dizendo que eles têm de "pensar na carreira, no emprego, na empresa, e quem quer isso não participa desse tipo de evento". "Um verdadeiro absurdo", completou.
A diretora de Administração e Finanças do Sindjorce, Déborah Lima, ressalta que superiores não se dão conta da gravidade do que estão fazendo e acreditam que é uma conduta natural. "Precisamos refletir profundamente sobre o que isso significa e denunciar toda e qualquer tentativa de assédio moral ou prática antissindical nos locais de trabalho", disse.
Crédito:Reprodução/Sindijorce Jornalistas foram assediados por diretores do jornal após participarem de ato por melhores salários
De acordo com a entidade, os profissionais mais afetados são aqueles de "confiança" da empresa, entre eles, editores que ocuparam a calçada do jornal, onde ocorria uma manifestação da Campanha Salarial dos "Lampadinhas", mascotes que simbolizam o trabalho dos jornalistas.
"Disseram àqueles que têm possibilidade de ascensão dentro da empresa que não é 'recomendável' participar de movimentos contra o jornal ", informou um jornalista, que não foi identificado. "Como pode o jornal fazer isso?", disse um editor que participou do protesto.
O diretor de Ação Sindical do Sindjorce, Evilázio Bezerra, avalia que os assédios foram gerados pela insatisfação do jornal com o engajamento dos jornalistas na Campanha Salarial da categoria. Para ele, a direção de O Povo se dirige aos jornalistas dizendo que eles têm de "pensar na carreira, no emprego, na empresa, e quem quer isso não participa desse tipo de evento". "Um verdadeiro absurdo", completou.
A diretora de Administração e Finanças do Sindjorce, Déborah Lima, ressalta que superiores não se dão conta da gravidade do que estão fazendo e acreditam que é uma conduta natural. "Precisamos refletir profundamente sobre o que isso significa e denunciar toda e qualquer tentativa de assédio moral ou prática antissindical nos locais de trabalho", disse.





